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As lições do 8 de Janeiro

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Presidente da Força Sindical, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos)

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Há três anos, no dia 8 de janeiro de 2023, milhares de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro (atualmente preso em cela da Polícia Federal como líder de trama golpista) invadiram a Praça dos Três Poderes em Brasília, depredaram o patrimônio público e atentaram contra a Democracia e o Estado Democrático de Direito.

O objetivo destes golpistas era com violência contestar o resultado das eleições de 2022, ou seja, a legítima e democrática vitória eleitoral do presidente Lula, e pressionar por intervenção militar (golpe de Estado).

Houve forte reação nacional e internacional em defesa da democracia brasileira, milhares de golpistas foram investigados e processados, com mais de 800 condenações proferidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Portanto, lembrar e continuar condenando o episódio golpista do 8 de janeiro de 2023 e toda a trama golpista é importante, necessário e crucial para dizer que os verdadeiros patriotas não aceitam golpes contra a Democracia nem a volta do autoritarismo.

Somos totalmente contra a anistia aos golpistas e ao projeto de lei, aprovado pelo Congresso Nacional, da dosimetria (que reduzia penas dos condenados pelos atos criminosos de 2023 e dos que planejaram um golpe de Estado em 2022, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro).

Quem cometeu e/ou financiou crime contra a democracia brasileira precisa pagar pelos atos cometidos contra o País.

Portanto, apoiamos o veto do presidente Lula, assinado neste 8 de janeiro de 2026, ao nefasto projeto da dosimetria! Mas devemos agir junto aos parlamentares para que o Congresso Nacional não derrube o veto presidencial.

O Brasil está no caminho certo para garantir mais emprego e renda para os trabalhadores e trabalhadoras, que formam a maioria da sociedade, conquistamos a isenção do Imposto de Renda e estamos na luta pela redução da jornada de trabalho e pela extinção da escala 6X1.

Não podemos nem iremos aceitar retrocessos. Ditadura nunca mais!

Miguel Torres. Presidente da Força Sindical, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

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