Concluído o processo eleitoral, SEESP reafirma suas prioridades: valorização profissional, defesa dos direitos dos trabalhadores e desenvolvimento nacional sustentável. Avanço de projetos no Congresso é parte importante dessa agenda.
Encerradas as eleições gerais de 2026, com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é hora de reafirmar compromissos e trabalhar para que o Brasil avance na superação de seus desafios econômicos e sociais. Independentemente do resultado das urnas, permanecem as prioridades que orientam a atuação do SEESP: a defesa da engenharia e de seus profissionais, o fortalecimento da democracia, a soberania nacional e a construção de um país desenvolvido, sustentável e socialmente justo.
Esses objetivos exigem políticas públicas consistentes, investimentos em infraestrutura, indústria, ciência, tecnologia e inovação, além da geração de empregos de qualidade e da valorização do trabalho. São condições fundamentais para garantir crescimento econômico com distribuição de renda e melhoria efetiva das condições de vida da população.
É com essa perspectiva que o SEESP, em conjunto com a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), seguirá contribuindo para o debate nacional, tendo como referência as propostas do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que completou 20 anos em 2026. A iniciativa reúne caminhos factíveis para impulsionar a expansão econômica sustentável, fortalecer a capacidade produtiva e tecnológica brasileira e assegurar oportunidades aos profissionais.
Ao lado dessa agenda estratégica, há reivindicações históricas da categoria que precisam avançar, inclusive no Congresso Nacional.
Uma delas é objeto dos projetos de lei 1.269/2023, no Senado, e 3.118/2023, na Câmara dos Deputados. As propostas buscam reconhecer como exclusivas de Estado atividades exercidas por engenheiros na administração pública, valorizando suas atribuições estratégicas e contribuindo para a qualidade dos serviços prestados à sociedade.
Outra iniciativa relevante é o Projeto de Lei 5.346/2026, apresentado no Senado, que propõe a atualização da Lei 4.950-A/1966, responsável por estabelecer o salário mínimo profissional da engenharia. Entre os avanços previstos estão a correção anual do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), sua aplicação também aos profissionais do setor público e medidas para impedir fraudes nas denominações de cargos.
São matérias de grande importância, que merecem a atenção dos parlamentares, pois reconhecer a relevância da engenharia para o País pressupõe também garantir condições dignas de trabalho e remuneração compatível com as responsabilidades de seus profissionais.
Essa luta se soma à atuação cotidiana do sindicato nas campanhas salariais, na defesa dos direitos, na qualificação profissional e na busca por mais oportunidades para os engenheiros, especialmente os jovens que ingressam no mercado de trabalho.
Nesse sentido, é alvissareiro o reconhecimento pelo presidente reeleito, em seu discurso após o anúncio do resultado das urnas, da importância da nossa categoria para o País dar um salto no desenvolvimento e seu compromisso em formar mais engenheiros.
O processo eleitoral se encerra, mas a tarefa de construir um Brasil melhor é permanente. O SEESP seguirá buscando o diálogo com os representantes eleitos e mobilizado em torno das propostas e cumprimento de compromissos que considera essenciais ao desenvolvimento nacional e à valorização da engenharia.
Murilo Pinheiro. Presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo e da Federação Nacional da categoria – FNE.


