Miguel Torres prega engajamento total
O sindicalismo entra com tudo no segundo turno da eleição. Praticamente 100% do movimento apoia Lula e rechaça o projeto bolsonarista de poder, que ameaça os direitos trabalhistas e a organização sindical.
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, informa que sexta (9) se reunirão as instâncias da Central, que inclui a Executiva, a diretoria, as direções regionais e Sindicatos filiados.
Ameaças – O plano de governo de Flavio Bolsonaro é uma tijolada nos direitos trabalhistas e aprofunda os estragos da Reforma de Temer, em 2017. O sindicalismo está convicto de que será atacado, não apenas no custeio, mas na própria organização hoje estabelecida na Constituição.
Miguel diz: “O modelo já cantado pelo senador Rogério Marinho, homem forte dos Bolsonaro, é o chileno. Pra se ter ideia, só no metrô do Chile existem 17 Sindicatos que tentam representar os metroviários”. Ou seja, é o fim da unicidade e da representação por categoria e base territorial, conforme a Constituição de 1988.
Atuação – O sindicalismo deve ampliar as ações nas bases, o chamado corpo-a-corpo, nos locais de trabalho e pontos de concentração popular. Levar mensagens, ouvir e dialogar, recomendam os dirigentes.
Esforço – Para o presidente nacional da Força, o movimento só tem uma saída: se engajar na campanha de Lula, tentando evitar a vitória da extrema direita. “Nossa luta é urgente, é pra ontem”, sintetiza Miguel Torres.
MPT monitora assédio
Até 4 de outubro, o Ministério Público do Trabalho recebeu 991 denúncias de assédio eleitoral. São Paulo lidera, com 147 casos, seguido por MG, 101, e RJ, 93. Pressionar ou constranger trabalhador pelo voto é abuso e deve ser denunciado.
Fim da 6×1 em pauta
O Senado começou terça (6) a debater o fim da escala 6×1 e a redução da jornada pra 40 horas. A Agência Sindical falou com Ronaldo Leite, presidente em exercício da CTB. Ele, vê disposição do presidente Alcolumbre em levar a matéria a voto assim que encerradas as cinco sessões.


