Alcolumbre enfrenta hora da verdade
Davi Alcolumbre sabe que, num governo Bolsonaro, não será mais presidente do Senado. Esse posto ficará para Rogério Marinho (PL-RN), homem forte do bolsonarismo. O que isso tem a ver com a votação da PEC 221, que acaba com a escala 6×1 e fixa jornada de 40 horas? Muito. O enfraquecimento de Alcolumbre pode fazer com que ele se engaje pela aprovação da PEC.
Essa avaliação é de uma fonte qualificada, com quem a Agência Sindical tratou na segunda-feira (12). Também coincide com avaliação de Marcos Verlaine, consultor do Diap, e de outros analistas do Congresso Nacional.
A PEC leva às cordas os bolsonaristas. Se vetarem, sofrerão desgaste ante milhões de trabalhadores. Caso votem a favor, o recuo poderá ser entendido como manobra eleitoreira, gerando desgaste político. Em ambos os casos, Lula se beneficia.
O presidente do Senado tenta sair do enrosco. A tendência, comenta-se, é que leve a voto a matéria já nesta quarta-feira, em primeiro turno. A aprovação depende de 49 votos.
A bancada governista tenta aprovar requerimento por tramitação especial, o que apressaria a votação da PEC.
Mas há embaraços. Se apreciadas as emendas em plenário, a PEC voltará ao relator, Omar Aziz (PSD-AM), pra novo parecer. Daí, seriam necessárias outras três sessões.
Posições – O governo Lula é a favor da PEC 221. Já Flávio quer proposta alternativa, lesiva aos trabalhadores. A direita manobra contra a PEC 221. Mas Flávio fica no fio da navalha.
O sindicalismo já está em Brasília, fazendo gestões junto ao Senado pela aprovação da PEC que acaba com a 6×1 e reduz pra 40 horas a jornada.
Educação é o pilar
Murilo Pinheiro, presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de SP, defende ensino de qualidade e valorização dos professores como pilares do desenvolvimento nacional. A entidade destaca o papel da educação na formação de profissionais qualificados e na construção de um País mais inovador.
O exemplo do Sinthoresp
O Sindicato dos Hoteleiros de São Paulo já derrotou o grupo McDonald’s por praticar jornada móvel e pagamento por hora.
Com apoio do Ministério Público do Trabalho, a entidade livrou centenas de trabalhadores de um regime lesivo ao bolso, à saúde e à vida estudantil de milhares de jovens trabalhadores.


