Desemprego baixo desmente crise
Os números da economia contradizem a narrativa da crise da Faria Lima.
No terceiro trimestre, a taxa de desocupação caiu para 5,2% – o menor patamar no período da série histórica do IBGE – o número de ocupados atingiu o recorde de 103,6 milhões.
O rendimento real habitual médio alcançou R$ 3.790,00, alta de 3,6% sobre 2025 (ganho real de R$ 131,00). A população desocupada recuou para 5,6 milhões de pessoas (queda de 4% no trimestre e 6,9% no ano). O contingente de ocupados cresceu 0,6%, e a construção civil se destacou ao criar 210 mil vagas (+2,8%). Já os empregados com Carteira assinada no setor privado chegaram a 39,4 milhões.
A Agência Sindical ouviu Clemente Ganz Lúcio, ex-coordenador do Dieese e atual coordenador do Fórum das Centrais Sindicais. Ele ressalta: “Esse desempenho positivo ocorre num ambiente internacional de guerra, além do tarifaço dos Estados Unidos contra a economia brasileira. Sem falar na taxa de juros exageradamente alta”.
Otimista, Clemente atribui esses avanços a medidas acertadas do governo, atração de investimentos e ao fim das apostas online, observando que “boa parte dos bilhões gastos na jogatina está sendo redirecionada para compras, ajudando a aquecer o mercado interno”.
Para Clemente Ganz Lúcio, a queda do desemprego e a alta da renda favorecem as campanhas salariais. Ele defende uma política salarial abrangente e conclui: “Uma das nossas tarefas é traçar o redesenho do sindicalismo, com maior poder para as negociações coletivas, sempre buscando melhorar a distribuição de renda”.
Liberdade política
Quarta, 28, o Ministério do Trabalho e Emprego e o TST anunciaram medidas pra investigar e punir retaliações contra trabalhadores por suas escolhas políticas. A iniciativa ocorre devido a denúncias de demissões, ameaças e discriminação contra eleitores de Lula, vencedor da eleição presidencial. O Ministério Público do Trabalho recebeu 1.140 denúncias de violações da liberdade política nas relações de trabalho.
DENUNCIE! Estão disponíveis o canal de denúncias do MTE, o canal das Centrais e o canal de assédio eleitoral do MPT. Mensagens, vídeos, comunicados e testemunhas podem ajudar na campanha e nas investigações.


