Audiovisual brasileiro quer diálogo e empregos

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O setor do audiovisual já opera a todo vapor, nas produções de propaganda ou de “conteúdo”, ou seja, séries e filmes. Se plenamente ativado, pode gerar até 800 mil empregos.

“Mas o segmento quer ser ouvido pelos governantes, porque temos propostas”, diz Santana, presidente do Sindcine, entidade que representa técnicos e demais trabalhadores do setor nos Estados de SP, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e DF.

Um primeiro conjunto de propostas, formuladas pelo Sindcine, Stic (Rio de Janeiro e Região Nordeste) e Sintracine – Santa Catarina, em defesa de um “Marco Regulatório para Desenvolvimento do Setor”, já foi divulgado. Porém, o conjunto geral deve ser entregue ao GT da Cultura da Transição nos primeiros dias deste mês.

Segundo Sonia, experiente profissional de produção, “os últimos anos, principalmente sob Bolsonaro, foram de desmonte, de sufocamento do audiovisual”. No entender da dirigente, “a vitória de Lula reacende as esperanças para a cultura brasileira”.

Expectativa – A sindicalista, que participou de recentes encontros da categoria na Argentina e Bélgica, afirma: “Lula é aclamado em todo o mundo, pelos mais diversos setores da cultura”. De acordo com Sonia Santana, o próprio mercado e as produtoras ansiavam por mudanças de rumo. Sob Bolsonaro, até o Condecine, que financia produções independentes, havia entrado na linha de tiro.

Mercado – Dados oficiais mostram que o audiovisual brasileiro recolhe mais de R$ 9 bilhões anuais em impostos. No caso do Condecine, a extinção da arrecadação de R$ 1,2 bi seria absurda, pois essa receita é gerada pelo próprio setor, o qual, diz o documento, “produz muito mais recursos do que consome”.

MAIS – Sites do Sindcine, Stic e Sintracine

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