Agência Sindical

Comunicação a serviço dos trabalhadores

Acesse o canal da Agência Sindical no YouTube

Do protesto nas ruas às manifestações digitais -Eusébio Pinto Neto

155Avaliar
categoria

Eusébio Luis Pinto Neto é Presidente da Federação Nacional dos Frentistas – Fenepospetro, e do Sindicato da categoria do Rio de Janeiro

—:—
1×

Toque em Play para preparar a narração.

Os protestos de junho de 2013 deixaram uma herança maldita que remeteu o país a retrocessos democráticos claramente visíveis no governo Bolsonaro. O movimento, que começou com as manifestações de rua contra o reajuste da passagem do ônibus, tomou rumos inimagináveis e, por pouco, não nos perdemos.

Não foi só pelo aumento das passagens. A esquerda, que resistiu aos anos de chumbo e realizou manifestações na década de 80 pela redemocratização, não percebeu a gravidade do movimento, que parecia juvenil. Mas a direita envergonhada — que vivia escondida nos porões da ditadura — conseguiu capitanear a importância dos protestos e assumiu a liderança do movimento. Dessa forma, abriu-se o caminho para o impeachment da presidente Dilma Rousseff e para a direita subversiva implementar a sua agenda liberal e reacionária.

A direita utilizou o combate à corrupção como estratégia para mobilizar a classe média e realizar uma campanha bem-sucedida contra o petismo. A classe média sempre teve um dedo podre para a política, despreza os pobres e é responsável pelo retrocesso. Em todas as lutas para reduzir a pobreza, as desigualdades e promover a dignidade humana, a classe média está lá, como uma pedra no meio do caminho.

A tecnologia contribuiu para a disseminação do movimento, enquanto a violência para esvaziá-lo. A partir daí, os protestos deixam as ruas e passam às manifestações digitais. Redes sociais e aplicativos de mensagens deram voz a discursos polarizados e sem rostos. É notório que o brasileiro se envolveu mais com a política, mas isso não significa a qualificação dos debates. As táticas de desinformação e de promoção de discursos de ódio tornaram-se cada vez mais sofisticadas, ganharam amplitude e atingiram de forma significativa as discussões e a democracia.

O mês de junho de 2013 foi um marco na história política brasileira e segue em andamento. O movimento sindical ressurgiu e recuperou a sua memória de luta, ao eleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas sofreu um golpe com o número de parlamentares de direita eleitos para o Congresso. A direita mantém-se ativa e disposta a desafiar a vontade do povo e a democracia do país. Precisamos nos manter atentos para não repetir os mesmos erros.

Viva a democracia!

Eusébio Pinto Neto é presidente do SINPOSPETRO-RJ – Sindicato dos Frentistas do RJ e da Federação Nacional dos Frentistas (Fenepospetro)

O que você achou deste conteúdo?

Seja o primeiro a avaliar
Avalie este conteúdo de 1 a 5 estrelas

Preferências de privacidade

Recursos necessários mantêm o site e os serviços solicitados funcionando. Não utilizamos sua recusa para bloquear a leitura.

Necessários — sempre ativos
Segurança, autenticação e armazenamento desta escolha. Preferências de leitura e controle de avaliações são usados ao solicitar esses recursos.

Esta escolha vale por 180 dias. Altere ou revogue a qualquer momento neste painel.