Contenção de danos – João Guilherme Vargas Netto

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Quando há um grande desastre de aviação as causas são múltiplas. Assim também no último domingo (exercício pleno de democracia) em que o individualismo venceu o coletivo. E o pior dos individualismos, o individualismo em multidão nas redes sociais.
Ainda há a necessidade de enfrentar o segundo turno presidencial com a orientação das Centrais sindicais e a imensa dificuldade criada pelo recado direitista das urnas.

Antes do tsunami, prevendo vitória de Lula, apresentei as quatro grandes sugestões para um quarto mandato: redução da jornada de trabalho sem redução de salário e fim da escala 6 x 1 com a ajuda da IA (batalha que está em curso atualmente no Senado); educação formal do trabalhador; combate à informalidade e à precarização; fortalecimento do movimento sindical.

Com os novos ventos de furacão de domingo soprados sobre os cargos legislativos, recomendo ao movimento sindical e a seus dirigentes a tática de contenção de danos porque as políticas de retrocesso e desmanche serão fortes.

Enquanto no primeiro mandato bolsonarista o movimento sindical foi desconsiderado e a deforma trabalhista fazia seus estragos, temo que agora as direções políticas da direita bolsonarista possam querer disputar a própria representação sindical e dividir o movimento.

João Guilherme Vargas Netto. Consultor de entidades sindicais de trabalhadores.