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2020 foi um ano perdido? – Artigo de Oswaldo Augusto de Barros

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O revés é contido por decisões concretas

Oswaldo Augusto de Barros é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC)

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Se analisarmos sob a ótica econômica, talvez essa assertiva esteja correta, entretanto, com certeza, convém admitir que foi um ano de muito aprendizado.

Fomos igualados num mesmo plano, onde ricos e pobres terão as mesmas dificuldades de encontrar um leito de UTI, caso os cuidados imunológicos não sejam seguidos à risca. Aprendemos com o medo, é verdade, e na marra.

O sindicalismo se mobilizou contra o Auxílio Emergencial de R$ 200,00 proposto pelo Presidente, e o Legislativo aprovou R$ 600,00.

Os trabalhadores, que, com as Medidas Provisórias 927 e 936, ficaram expostos a sacrifícios insanos de perda salarial, para garantir seus empregos, tiveram no movimento sindical mais uma vez o seu maior e único aliado, que negociou com as empresas condições, visando reduzir as perdas salariais. Então, o trabalhador notou que sozinho ele estava em uma luta desigual. Ficou forte quando esteve sob o manto de seu Sindicato. E tem sido assim por décadas.

Apesar das campanhas difamatórias contra os Sindicatos, são eles que conquistaram e conquistam a maioria, pra não dizer todos, dos direitos salariais e sociais que o trabalhador tem.

O movimento sindical aprendeu que o diálogo com o trabalhador poderia ser feito de forma virtual, e criou condições de reuniões por videoconferência, impedindo assim que perdas maiores ocorressem. A arquitetura da manutenção do emprego foi debatida à exaustão. O bom senso prevaleceu, mesmo com a demissão de muitos trabalhadores.

União foi a palavra de ordem. Os trabalhadores na linha de frente da Covid-19, (pessoal da saúde, do campo, dos transportes, da segurança, do atendimento) foram homenageados e defendidos quando lhes chegou a faltar comida, com os restaurantes fechados.

Tudo ainda é incerto. Mas temos uma certeza: as entidades sindicais acompanharam passo a passo todo o processo de proteção ao povo brasileiro, mesmo com o sofrimento do confinamento, contestado por pseudo-autoridades.

Amigo sindicalista: é momento de conhecermos a história de cada um nesse fenômeno chamado Covid-19 e construir, cada um a seu modo, uma retrospectiva de nosso trabalho que contribuiu pra que a vida fosse o mais importante. Divulgue suas conquistas para os seus representados. Divulgue o trabalho e sua luta. Luta que é de todos.

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