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terça-feira, 6/10/2026
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Centrais Sindicais avaliam 1º turno

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As Centrais Sindicais avaliam que o segundo turno das eleições presidenciais coloca em disputa projetos distintos para o País e defendem a ampliação do diálogo com os trabalhadores e a sociedade. Em nota divulgada nesta terça (6), as entidades destacam a importância do voto e apontam a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin como a que está alinhada às pautas de interesse da classe trabalhadora.

As Centrais também reconhecem a necessidade de rever estratégias após o resultado do primeiro turno, fortalecer alianças políticas e ampliar o diálogo para além de sua base tradicional. Entre as prioridades citadas estão o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

Leia a Nota:

“Chegamos ao final do primeiro turno das eleições presidenciais com fortes desafios e um grande trabalho por fazer.

Estão em disputa duas visões de mundo contraditórias: uma que valoriza o trabalhador e apoia sua ascensão; outra que considera o empobrecimento e a desigualdade consequências aceitáveis da manutenção de privilégios.

Diante disso, ressaltamos a importância do voto, especialmente agora. O voto traz consequências: eleger Luiz Inácio Lula da Silva fortalecerá a atuação do Executivo junto ao Congresso Nacional em defesa de pautas que beneficiem os trabalhadores como o fim da escala 6×1 e a redução da jornada, sem redução salarial.

Nesta nova campanha do segundo turno precisamos compreender o que as urnas nos disseram. Para tanto, devemos voltar os olhos também para nós mesmos.

É hora de recalibrar, reconhecer quais foram as limitações e corrigir rumos.

Se antes acreditávamos que o caminho para o desenvolvimento e a inclusão social estava claro, o resultado deste primeiro turno deixa claro que é preciso que explicar melhor quais os projetos de desenvolvimento estão em disputa. Identificar! Esclarecer! Comparar! É preciso explicar melhor, ouvir mais e colocar os pés no chão.

Se acreditávamos que as relações políticas capazes de assegurar amplitude à nossa aliança estavam plenamente ativas, sabemos agora que é preciso fortalecê-las e fazer essa amplitude valer.

Mais do que isso, é preciso romper a bolha e olhar para o conjunto da sociedade, e não apenas para partes dela, compreendendo quais temas nos unem e quais nos dividem. Um governo deve trabalhar pela união e criar condições para que toda a sociedade avance.

Precisamos dialogar com aqueles que votaram em Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado, assim como com aqueles que votaram em Flávio Bolsonaro. Precisamos dialogar também com os brasileiros que votaram em branco, anularam o voto ou não compareceram às urnas.

Dialogar não é apenas apresentar uma opinião: é ouvir, compreender a realidade e as motivações do outro.

É preciso também reconstruir pontes com lideranças políticas e partidos para além da aliança em torno desta chapa. Agora é a hora da grande política.

Acreditamos que a classe trabalhadora e o povo ainda têm muito a conquistar e estas conquistas, necessárias e justas, estão alinhadas com apenas um dos projetos de governo que se apresentam: o de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.

O futuro do Brasil e dos brasileiros está em jogo!

Brasília, 6 de outubro de 2026

Sérgio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Ronaldo Leite, Presidente em exercício da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Antonio Neto, Presidente da CSB, (Central dos Sindicatos Brasileiros)

Sônia Maria Zerino da Silva, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)

Nilza Pereira, Secretária geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora

José Gozze, Presidente da PÚBLICA, Central do Servidor”