Economista aponta avanços com o Lula 3

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O governo Lula, comparado ao de Bolsonaro, é muito melhor para os trabalhadores. Vários os exemplos. Um é a política de aumento real no salário mínimo, que ficou congelada no governo anterior. Ou seja, aumento zero.

No Lula 3, o salário mínimo já acumula aumento de 11,9% acima da inflação. Para o ano que vem, o reajuste anunciado pelo governo cobrirá o INPC, com mais 2,4% de ganho real.

Metalúrgicos – O economista da subseção do Dieese no Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, Rodolfo Viana, também destaca a geração de empregos. Ele diz: “Até agora, foram gerados mais de 200 mil postos na cadeia metalúrgica. Cada posto criado nos segmentos metalúrgicos gera outros empregos. Portanto, podemos contabilizar mais 600 mil novos empregos”.

A comparação entre os dois governos mostra melhora efetiva no Lula 3. O economista afirma: “Os ganhos metalúrgicos obtidos nas datas-bases são 8,5 vezes maiores do que no governo passado. Com Bolsonaro, o ganho real da categoria ficou em 0,4%. Hoje, o ganho já soma 3,7%”. A categoria está em campanha salarial, o que pode elevar esse percentual.

Como se trata de categoria organizada e muito ativa, os metalúrgicos também contabilizam avanços na Participação dos Lucros e/ou Resultados (PLR). Segundo o professor Rodolfo, “os Sindicatos estão fechando mais acordos e com tendência de ganhos crescentes”.

NIB – O economista também destaca o programa Nova Indústria Brasil, com o qual o governo estimula o setor produtivo e também cria barreira à entrada mais agressiva da indústria chinesa. Uma dessas proteções, informa Rodolfo Viana, favoreceu nosso setor siderúrgico.

IR – A isenção do Imposto de Renda, pra quem ganha até R$ 5 mil, contempla 80% dos metalúrgicos na base de Guarulhos, destaca o economista do Dieese. Mas Rodolfo entende que o próximo governo pode avançar mais, criando novas faixas do imposto, criando uma regra de progressividade.

Afora os ganhos de natureza salarial, Rodolfo Viana enfatiza vários programas sociais, como o Bolsa-Família e o Pé-de-Meia, que distribuem renda na base, têm poder agregador e, no caso do apoio aos estudantes, “fez desabar a evasão escolar”.

Pedras – A economia vai bem, mas há pedras pelo caminho. A maior delas, apontada pelo economista Rodolfo Viana, é a alta taxa Selic – hoje em 13,75% ao ano, combatida por todos os setores do sindicalismo brasileiro.

Futuro – Para Rodolfo Viana, o Brasil carece de uma política efetiva e continuada na formação de mão de obra. Isso já está sendo feito, por meio dos Institutos Federais e das universidades. “Cursinhos de curto prazo não dão mais conta das necessidades e demandas”, ele afirma.

MAIS – Rodolfo Viana, CNTM.