A Agência Sindical entrevistou Pedro Afonso Gomes. Ele é economista, atua no BNDEs e integra o Conselho Federal das Economia (Cofecon). Ex-funcionário do Banco do Brasil, Pedro Afonso também é perito contábil, especialista na recuperação de empresas. Ele falou do fim da escala 6×1, da redução da jornada 40 pra horas e de outros avanços.
Pedro diz:
6×1 – “A Emenda à Constituição teve a cautela de assegurar um período de transição de 60 dias, ou seja, até 17 de dezembro do corrente. Período para que as empresas se adaptem e os Sindicatos possam atuar”.
Empregos – “Sem dúvida, um dos objetivos do fim da 6×1 foi abrir novas vagas de trabalho, observando-se o porte da empresa ou seu setor de atuação”.
Empresa – “Caberá à empregadora buscar formas de adaptação e encontrar novas maneiras de contratação, observando-se as duas folgas semanais do empregado e o salário, que não pode ser reduzido”.
Duas folgas – “Cada pessoa utilizará esse dia a mais da forma que lhe for mais favorável. Pode ser maior tempo de convivência com a família, pode ser mais lazer, pode ser também estudar ou mesmo fazer um bico pra aumentar a renda. Importa que serão duas folgas na semana.”
Folguista – “A depender do setor, a empresa contratará folguista para suprir a ausência do trabalhador com uma folga a mais. Em muitas bases sindicais, vai ser levado em conta o que estabelece a Convenção Coletiva da categoria”.
Possibilidade – “A reforma trabalhista de 2017 ampliou as formas de contrato e de contratação e, sem dúvida, as empresas irão buscar essas saídas, desde que não descumpram as Convenções das categorias”.
40 horas – “Para caber 44 horas numa jornada de segunda a sexta, o empregado terá que, de segunda a sexta, ou seja, em cinco dias, trabalhar 8 horas e 48 minutos”
Família – “Um dia a mais de folga beneficia o trabalhador e a família, com mais tempo para a convivência, cuidar dos filhos, zelar pela educação e tratar de assuntos domésticos. Há um evidente ganho na qualidade de vida, inclusive no que diz respeito à saúde física e mental”.
Economia – “Temos visto um quadro estável na economia nacional e com avanços. O fim da Bets, agora proibidas por Lula, já mostra que parte daquele dinheiro hoje está direcionada para comprar de alimentos, remédios e outros gêneros de primeira necessidade”.
MAIS – site do Cofecon – www.confecon.com.br

