Na segunda-feira, dia 2, Eusébio Luis Pinto Neto, presidente do Sindicato dos Frentistas do RJ e da Fenepospetro (Federação nacional da categoria), concedeu entrevista de 30 minutos à TV 247. A transmissão aconteceu ao vivo pelo canal YouTube do site Brasil 247.
O dirigente falou sobre as condições de trabalho da categoria, defendeu maior proteção à saúde dos trabalhadores no setor e também comentou a possibilidade da BR Distribuidora voltar para as mãos do Estado brasileiro.
Eusébio ressaltou os riscos inerentes a quem trabalha em postos de combustíveis, devido ao manuseio de produtos tóxicos e ao contato com o GNV (Gás Natural Veicular), que é altamente inflamável e cujas explosões podem ser fatais, causando destruição e até mortes.
Para ele, o alto grau de risco na categoria afasta qualquer possibilidade de haver autoabastecimento, como querem setores empresariais e certos parlamentares direitistas do Congresso. Ele afirma: “A Lei 9.956/2000 é uma conquista que veio pra ficar. Não aceitamos relaxamento quanto a seu cumprimento, o que teria como efeito principal o desemprego de milhares de trabalhadores, em todo o País”.
Controle – A perda no controle da distribuição, agora feita por uma empresa privada, prejudica a fiscalização da qualidade do combustível. Para Eusébio, “o retorno ao Estado da BR Distribuidora ajudaria na fiscalização dos postos e também no combate à adulteração criminosa do combustível”.
O presidente da Fenepospetro lembra que, quando a BR era do Estado, “havia mais diálogo com nossas entidades de classe, mais abertura para a conquista de benefícios aos trabalhadores e uma política de cursos relevantes pra nossa categoria”.
Eusébio também pediu maior efetividade na atuação da ANP – Agência Nacional de Petróleo, “inclusive na fiscalização dos cilindros e no abastecimento com o GNV”.
Assédio – Apresentado num momento com alta ocorrência de assédio eleitoral patronal contra trabalhadores que não votaram no candidato da extrema direita, o presidente Eusébio Neto mencionou maior ocorrência na Região Sul. “Na base do Rio de Janeiro, fizemos um trabalho antes das eleições, esclarecendo os companheiros sobre a liberdade política e eleitoral”.
5×2 – Sobre o fim da escala 6×1, conquistada em meados de outubro, pra vigorar a partir de 16 de dezembro, Eusébio orienta que as direções fiquem atentas e, no caso de precisar, façam Aditamentos às Convenções, a fim de fortalecer a conquista da 5×2 e também da jornada de 42 horas.
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