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quarta-feira, 7/10/2026
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Miguel Torres prega engajamento total

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O sindicalismo entra com tudo no segundo turno da eleição presidencial. Praticamente 100% do movimento apoia Lula e rechaça o projeto bolsonarista de poder, que ameaça os direitos trabalhistas e a organização sindical.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, informa que na sexta (9) reúnem-se todas as instâncias de direção da Central, o que inclui a Executiva, a diretoria, as direções regionais e os Sindicatos filiados. Ele afirma: “Trabalhamos muito no primeiro turno. Mas, agora, nosso esforço tem que ser redobrado”.

Ameaças – O plano de governo de Flavio Bolsonaro é uma tijolada nos direitos trabalhistas e buscará aprofundar os estragos feitos pela reforma de Temer, em 2017. O sindicalismo está convicto de que será atacado, não apenas no custeio, mas na própria organização hoje estabelecida na Constituição.

Miguel diz: “O modelo já cantado pelo senador Rogério Marinho, homem forte dos Bolsonaro, é o chileno. Pra se ter ideia, só no metrô do Chile existem 17 Sindicatos que tentam representar os metroviários”. Ou seja, é o fim da unicidade e da representação por categoria e base territorial, conforme a Constituição de 1988.

Comparar – Para ganhar corações e mentes dos eleitores, principalmente dos indecisos, o presidente da Força Sindical pede a dirigentes e ativistas que comparem. Ele diz: “Tem que mostrar os avanços que a classe trabalhadora obteve no governo Lula. E tem que mostrar o que o plano de governo do outro candidato é radical, desregulando tudo quanto aos trabalhadores e a nossos direitos, como seria o pagamento por hora trabalhada”.

Atuação – O sindicalismo deve ampliar as ações nas bases, o chamado corpo-a-corpo, nos locais de trabalho e também em pontos de concentração popular. Levar mensagens, ouvir e dialogar, recomendam os dirigentes.

Redes – A militância nas redes sociais é um dos pontos fracos do sindicalismo. Para o presidente da Força Sindical, “não basta apenas receber conteúdos e dar o joinha”. Ele orienta: “A pessoa tem que receber o conteúdo e compartilhar com o máximo de colegas e de entidades”.

Ditadura – Caso vença a eleição, Bolsonaro contará com maioria folgada no Congresso Nacional. O bolsonarismo tem sede de vingança e vai procurar atingir o Supremo Tribunal Federal. Miguel alerta sobre a intenção manifestada por Flávio de alterar a Constituição. Ele questiona: “Eles querem o quê? Implantar uma ditadura no Brasil?”.

Esforço – Para o presidente nacional da Força Sindical, o sindicalismo só tem uma saída: se engajar na campanha de Lula, tentando evitar a vitória da extrema direita. “Nossa luta é urgente, pra ontem”, sintetiza Miguel.

MAIS – Site da Força Sindical, demais Centrais e do Diap