Paim relata luta pró-redução da jornada de trabalho

Data:

Compartilhe:

Paulo Paim foi líder metalúrgico no Rio Grande do Sul. Em 1988, como deputado constituinte, obteve Nota 10 pelo Diap. No Senado, é o mais afinado com a pauta trabalhista. Em artigo recente, ele relata suas iniciativas pró-jornada menor, a fim de que “o Brasil avance pra um modelo de trabalho mais inclusivo e humano”.

Principais trechos:

“Redução da jornada, sem redução salarial, é luta antiga da classe trabalhadora. Trabalhador com mais tempo livre pode se qualificar, ter mais vida social e cuidar da saúde. É essencial ao desenvolvimento. Outros países já colhem frutos dessa mudança. A Islândia, ao adotar semana de quatro dias, teve crescimento de 5%”.

“Na Alemanha, empresas testaram semana de quatro dias – modelo “100-80-100” (100% do salário, 80% da carga horária e 100% do desempenho). Produtividade até aumentou”.

“Trabalhar menos. Muitas vezes, o resultado é produção de maior qualidade, com menos estresse. Empresas ajustaram seus processos e houve queda na rotatividade”.

“No Senado, apresentei em 2015 a PEC 148, que prevê 40 horas e, após, diminuição gradual até chegar às 36 horas semanais”.

“Sou relator do PL 1.105/2023, que também propõe corte na jornada. Aplaudo as iniciativas da deputada Erica Hilton e do deputado Reginaldo Lopes. Assunto também está sendo tratado na Sugestão Legislativa 12/2018 do Estatuto do Trabalho que tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado”.

O Brasil pode avançar pra um modelo de trabalho mais moderno, inclusivo e humano. Podemos construir um País com mais qualidade de vida.

LUTA HISTÓRICA – “Antes da Constituinte, a jornada era de 48 horas. Mas batalhamos e conseguimos 44 horas semanais. A luta continuou. O movimento sindical organizou campanhas nacionais, buscando as 40 horas”.

“Em 1994, apresentei na Câmara o PL 4.653, pela redução pra 40 horas. Em 1995, com Inácio Arruda, apresentei a PEC 231 com mesmo objetivo”.

Como Senador, em 2003, uma das primeiras medidas foi a PEC 75, que propunha jornada de 36 horas.

“Em 2005, apresentei o PLS 254 pra criar o Pacto Empresarial para o Pleno Emprego. A proposta visava jornada pra 36 horas, com adesão voluntária dos empregadores”.

MAIS – Ligar (61) 3303.3191  ou site do senador.

Conteúdo Relacionado

Para Marina Silva, SP precisa se reerguer

São Paulo precisa se reerguer, diz MarinaO Estado de São Paulo tem perdido posições estratégicas e caído no ranking da Educação, Segurança e Desenvolvimento....

CCT dos bancários valerá por dois anos

O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban assinaram, ontem, dia 9, em São Paulo, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria,...

Marina fala aos Engenheiros em SP

Sua fala integra o ciclo “A engenharia, o Estado e o País”, realizado pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo. Hoje, dia...

Presidente da Força alerta eleitores

Miguel Torres gravou na manhã desta quarta (9) um vídeo contundente sobre a responsabilidade do voto, principalmente da classe trabalhadora.Em tom de alerta, o...

Sindicalismo mantém pressão pela votação da PEC

Sexta-feira, dia 4, as Centrais Sindicais se reuniram na UGT, em São Paulo, para tratar da pauta referente à PEC 221, que acaba com...