(Eusébio Luis Pinto Neto – Presidente da Federação Nacional dos Frentistas – Fenepospetro).
Venho, pelo presente, expressar o meu veemente repúdio ao ódio espalhado contra pessoas que votaram em Lula ou mesmo a donos de empresas que também votaram contra a extrema direita.
Venho me juntar aos protestos de entidades sindicais e outras, como o Ministério Público do Trabalho, que denunciam perseguições patronais a trabalhadores contrários ao candidato fascista.
Nesse sentido, felicito a tomada de posição do Ministério do Trabalho e Emprego, que no dia 29 lançou campanha nacional contra o assédio eleitoral. O Ministério também disponibilizou um link específico para registrar e receber denúncias: https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/
Vale lembrar que o Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, criada em 1948, é claro: “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.”
Nossa Constituição Federal, no Artigo 5º, também é explícita na defesa das liberdades de expressão, de religião e de manifestação política.
Ou seja, quem persegue o próximo por motivação política, religiosa ou ideológica comete crime contra a Declaração dos Direitos Humanos e a Constituição Federal. Em sendo crime, seu autor deve ser denunciado e punido pelo crime que cometeu.
Não é criminoso apenas o ladrão de celular ou o assaltante de banco. Também é criminoso quem demite empregado que votou em candidato contrário à preferência do patrão. Cometem crime também os que divulgam listas de livrarias, bares, restaurantes e outros estabelecimentos cujos proprietários não deram seus votos ao filho do Bolsonaro.
Sindicatos – A orientação das direções sindicais da Federação Nacional, da Federação estadual de SP e dos Sindicatos por todo o Brasil é para que o trabalhador perseguido procure sua entidade de classe, que receberá todo o apoio. Ou, se preferir, denuncie o assédio direto ao Ministério Público do Trabalho: https://mpt.mp.br/assedio-eleitoral
A tolerância deve ser regra na democracia. O diálogo deve ser considerado essencial para o crescimento individual e o desenvolvimento político da sociedade. Portanto, não se omita: denuncie!
Até porque quem cala consente!

