A direção nacional da Força Sindical reuniu lideranças nesta segunda (19) para debater a implantação da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O encontro também tratou de estratégias para divulgar a conquista e preparar os dirigentes sindicais para as negociações com as empresas.
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, destacou o protagonismo do movimento sindical e defendeu uma ampla campanha de comunicação para informar os trabalhadores sobre a conquista. Segundo ele, o Dieese prepara uma cartilha com orientações sobre a medida.
O dirigente ressaltou a importância de os sindicatos intensificarem o diálogo com suas bases e esclarecerem os impactos das mudanças. “Precisamos mostrar que esse avanço é resultado de muita luta, unidade, mobilização e negociação sindical”, afirmou.
Sérgio Leite (Serginho), vice-presidente da Central, destacou a importância da mobilização sindical, do movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a conquista. “Primeiro, precisamos valorizar essa vitória do movimento sindical, que contou com o apoio do VAT e do presidente Lula. Na minha avaliação, se tivéssemos outro presidente, não teríamos conseguido essa conquista”, declarou.
Para Serginho, a implantação da jornada reduzida exigirá a renegociação dos acordos vigentes, o que reforça o papel dos sindicatos na defesa dos trabalhadores. Ele ressaltou que as lideranças precisam estar preparadas para negociar com as empresas e garantir a manutenção dos direitos já conquistados.
“O sindicalismo terá um papel fundamental na renegociação dos acordos, sempre ao lado dos trabalhadores. Vamos preparar os dirigentes para fortalecer essa atuação e garantir a manutenção dos direitos. Não será fácil, mas estaremos atentos para que nenhuma conquista seja perdida”, afirmou.
O sindicalista acrescentou que a prioridade imediata é preparar as lideranças para o diálogo com as empresas. “Nossa principal batalha, nos próximos cinco dias, será preparar os sindicalistas para negociar com as empresas e defender os interesses dos trabalhadores”, concluiu.
As lideranças reafirmaram o compromisso de acompanhar a implementação das mudanças, orientar os trabalhadores e fortalecer a atuação sindical na defesa dos direitos da classe trabalhadora.
MAIS – Site da Força Sindical

