Agência Sindical

Comunicação a serviço dos trabalhadores

Acesse o canal da Agência Sindical no YouTube

Trump, soldado raso – Jamil Chade

43Avaliar

Jornalista, colunista do UOL e ICL Notícias. Instagram: @jamilchade_oficial

—:—
1×

Toque em Play para preparar a narração.

Ainda existe todo um processo negociador a ser realizado para que uma paz de fato seja estabelecida pelos governos de Teerã e Washington. Mas o cessar-fogo, pelo menos da forma que está sendo apresentado, revela que os EUA saem menores desse conflito.

Longe das bravatas de Donald Trump de que teria vencido a guerra, a realidade revela que a estrutura do regime iraniano continua em grande parte preservada, mesmo com o assassinato de alguns de seus principais líderes.

O mundo de Trump descobre que, sim, a geografia é um fator determinante e que, ao controlar o Estreito de Ormuz, os iranianos fizeram refém a própria economia mundial.

Trump também sai com sua credibilidade abalada entre seus principais parceiros, insultados por seus atos e ameaças. Com anúncios de que cometeria um genocídio, ele passa a ter até mesmo sua índole questionada por conservadores.

Trump ainda está mais isolado do que nunca no mundo, com aliados questionando a conveniência de manter, de fato, acordos com a Casa Branca. Existem dúvidas se a Otan ainda faz sentido, se a cooperação entre europeus e norte-americanos pode prosperar. Os países do Golfo, que acreditavam ser ilhas de estabilidade, descobriram que ter os EUA como parceiro é um passivo.

Militarmente, constata-se que, mesmo com todo o poderio bélico e um orçamento trilionário, existem limites para o que bombas podem atingir. Principalmente quando, do outro lado, existe um governo que não vê problemas em impor profundos danos à sua própria população. Em sua estratégia global de estabelecer a “paz pela força”, Trump é, pela primeira vez, em parte freado.

Desmoralizado, o presidente apaga dos chapéus de seus fiéis seguidores o próprio lema de seu governo: Make América Great Again.

O que as pesquisas revelam é que alguns daqueles indivíduos que usavam os bonés já se deram conta de que foram feitos de trouxas. Bonés que, por sinal, são “Made in China”.

Jamil Chade. Jornalista, colunista do UOL e ICL Notícias. Instagram: @jamilchade_oficial

O que você achou deste conteúdo?

Seja o primeiro a avaliar
Avalie este conteúdo de 1 a 5 estrelas

Preferências de privacidade

Recursos necessários mantêm o site e os serviços solicitados funcionando. Não utilizamos sua recusa para bloquear a leitura.

Necessários — sempre ativos
Segurança, autenticação e armazenamento desta escolha. Preferências de leitura e controle de avaliações são usados ao solicitar esses recursos.

Esta escolha vale por 180 dias. Altere ou revogue a qualquer momento neste painel.