25 C
São Paulo
quarta-feira, 13/05/2026

O trabalho dignifica. Mas é uma questão difícil de ser encarada

Data:

Compartilhe:

Pois é, tive que ouvir: “deixe o homem trabalhar”, pra iniciar essa nossa conversa semanal. O trabalho político, em minha visão, é construir, na busca de resultados positivos, uma relação harmoniosa entre Capital e Trabalho.

Não pretendo fazer comparativos: você os fará. Mas levo em conta, apenas, os fatos mais recentes.

A MP 1.045 nasceu a fim de dar continuidade ao Auxílio Emergencial. Entretanto, quando chegou pra votação na Câmara, recebeu “jabutis”, a mando do Executivo, que desfiguraram o seu objetivo maior.

Tentou-se, mais uma vez, implantar a “Carteira Verde Amarela” – aquela que prega “menos direitos e mais emprego”. Em uma sessão iluminada, foi rejeitada pelo Senado.

O mesmo acontece agora, por exemplo, com as novas medidas (Decreto 10.854/21 e Portaria MTP 671/21), em que o grande objetivo é a retirada de direitos dos trabalhadores. Se, como dissemos anteriormente, há necessidade de harmonia entre Capital e Trabalho, parece que esse não é o objetivo do atual Executivo brasileiro.

Desde as coisas mais simples, como a valorização do salário mínimo, até a manutenção do Bolsa Família ou Renda Brasil, todas estão prestes a sofrer um desgaste operacional descontrolado.

O cuidado que temos que ter, no rico País chamado Brasil, é com gastos dos medalhões do poder. E isso, você sabe, eles não têm coragem de modificar.

A PEC 32, tida como Reforma Administrativa, atinge as ações sociais e os serviços públicos como Educação, Saúde, Segurança, entre outros, que nos atendem, o povo, o trabalhador e não os medalhões, que recebem valores assustadores em razão de “benefícios” por eles mesmos criados.

Tem que se ter mais respeito com o Trabalho e com quem trabalha. Nós geramos a riqueza deste País.

Salários baixos geram redução no poder de compra do Trabalhador, e isso muito afeta a nossa economia.

Ninguém impede ninguém de trabalhar. É que alguns não aprenderam a fazê-lo. Por isso, não conseguem colocar em prática.

Professor Oswaldo Augusto de Barros
Coordenador do FSTCNTEECFEPAAE

Acesse – https://fstsindical.com.br/novo/

Clique aqui e leia mais opiniões do professor Oswaldo

Conteúdo Relacionado

O valor de quem trabalha e o direito de viver – Amauri Mortágua

Todos os dias, uma força silenciosa move o país: o trabalhador. É dele que nasce a riqueza, não apenas a que aparece nos números,...

100 anos da mesma resistência – Antônio Augusto de Queiroz

A história do movimento sindical no Brasil é, antes de tudo, uma crônica da resistência. Desde os primórdios da organização da classe trabalhadora, no...

Cuidados com o FGTS – Sergio Luiz Leite

A criação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, em 1966, representou uma inflexão importante na regulação das relações de trabalho no Brasil....

Noite feliz! – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Quinta-feira à noite, 30/4, celebramos na sede do Sindicato os 63 anos de fundação da entidade. Foi uma noite feliz, com a participação da...

A hora do basta! – Artur Bueno de Camargo

A aprovação no Congresso Nacional do “PL da Dosimetria”, beneficiando quem tentou um Golpe de Estado, inclusive as pessoas que invadiram os prédios dos...