Padeiros conquistam reajuste de 5,80% no ABC

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Padeiros, confeiteiros e balconistas do ABC, Grande São Paulo, conquistaram reajuste de 5,80%. O índice representa aumento real de 2,06%.

O valor é retroativo a 1º de junho. O acordo negociado pelo Sindicato dos Padeiros de São Paulo e Grande SP foi aprovado segunda (3) em assembleia realizada na subsede de Santo André.

Com o acordo o Piso salarial será de Empresas R$ 1.890,15 para empresas com até 60 empregados; e de R$ 2.034,27 para empresas com mais de 60 funcionários.
A Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) teve aumento real de 6,26%. Nas empresas com até 15 trabalhadores o valor é de R$ 211,20. Já nas empresas com 16 até 40 trabalhadores, de R$ 385,00. Nas empresas com 41 ou mais trabalhadores passa para R$ 558,80.

Presidente do Sindicato, Chiquinho Pereira, afirma que as negociações estão só no começo. “Ainda falta muito para recuperarmos o que deixamos de avançar na pandemia, quando contribuímos para manter os empregos e as empresas abertas. Agora, com a retomada do crescimento econômico, iremos exigir dos patrões contrapartidas que garantam mais conquistas e benefícios para a categoria”.

Outras conquistas da campanha salarial:

Dia do Padeiro

Pagamento em 30 de junho de 2023.
Passa de R$ 110,00 para R$ 125,00.

Confira outras conquistas:

Plano de Saúde

O custeio será de 75% pelo empregador e 25% pelos trabalhadores.
Para quem é sócio do nosso Sindicato, o custeio será bem menor: apenas 1%.
Cesta básica e Cesta de Natal
Em caso de recuperação ou aquecimento da economia, as partes se comprometem a retomar as negociações visando a melhoria nos produtos das cestas básicas.
Convênio Farmácia
O limite para gastos com remédios em farmácia passa de R$ 200,00 para R$ 400,00.

Cláusula da Segurança Menstrual

As empresas devem disponibilizar para as trabalhadoras absorventes íntimos em quantidade suficiente para a devida segurança menstrual.

Segundo Chiquinho Pereira, a menstruação é um processo natural, mas que pode causar desconforto e insegurança às mulheres, principalmente para quem não tem recursos para adquirir absorventes. Ele diz: “Por isso, lutamos e conquistamos esse direito na Convenção Coletiva. As empresas devem disponibilizar para as trabalhadoras absorventes íntimos em quantidade suficiente para a devida segurança menstrual”.

Ele completa: “Também iremos lutar por esta cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho de São Paulo”.

MAIS – Site do Sindicato dos Padeiros de SP.

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