Sinpospetro Curitiba vai à justiça contra autor de racismo

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Racismo é crime. Racista é criminoso. E, em sendo criminoso, deve pagar pelo delito cometido.

Mas não basta a execração pública. É preciso que a Justiça fixe pena para o agressor, autor de insultos e atos discriminatórios.

Com esse propósito, o Sinpospetro – Sindicato dos Frentistas de Curitiba – ingressou, na terça (24), com petição na ação penal (a fim de que seja habilitado Amicus Curie) sobre o caso de racismo e xenofobia sofrido pelo frentista Juan Pablo em um posto, em Curitiba, na madrugada do dia 14 de outubro.

Autor – O ato criminoso foi praticado por Marcelo Francisco da Silva, que, com palavras de baixo calão e falas racistas, atacou o jovem frentista. O caso alcançou intensa repercussão e o Sindicato, desde o primeiro momento, anunciou que adotaria medidas judiciais.

O presidente do Sindicato, Lairson Sena, é taxativo: “Queremos a prisão imediata do agressor”. A ideia é que ele seja punido, mas também seu caso sirva de alerta a outros racistas, explícitos ou enrustidos, que atacam trabalhadores, insultam ou partem direito para a agressão física.

Sequência – Na petição inicial, o advogado e professor Luiz Carlos Guieseler ressalta que as agressões a frentistas têm sido frequentes. Ele diz na inicial: “O episódio com o trabalhador objeto desta ação penal é mais um desses lamentáveis casos de violência que assolam a classe trabalhadora, e o Sinpospetro não pode silenciar diante da gravidade e reprovabilidade dos atos perpetrados”.

Prossegue o advogado no arrazoado: “É preciso deixar claro pra toda a população que frentistas e trabalhadores dos postos de combustíveis têm representatividade e voz na sociedade através de seu Sindicato. Necessário, então, que o Sinpospetro seja ouvido, como forma de auxiliar o juízo em razão de sua representatividade dessa classe de trabalhadores, levando-se em consideração a repercussão social do caso em apreço”.

Audiência – O Sindicato, afora a demanda jurídica, não deixará o caso “escabroso”, nas palavras de Lairson, cair no esquecimento. Para tanto, conseguiu agenda audiência pública, dia 29 de novembro, na Câmara Municipal de Curitiba, para debate destas tão importantes questões.

O presidente Lairson enfatiza a capacidade de diálogo do Sindicato perante o Legislativo local. “A audiência foi marcada com apoio de dois vereadores de espectros políticos diferentes. Um do PT e outro do União Brasil.

Agradecemos a solidariedade dos parlamentares, que compreendem a gravidade da discriminação racial e querem levar essa questão a debate com a sociedade”.

Denuncie – O presidente da Federação da categoria (Fenepospetro), Eusébio Luis Pinto Neto, saúda Lairson e demais diretores do Sinpospetro Curitiba. Eusébio diz: “O trabalhador não pode ser constrangido pelo patrão e menos ainda pelo cliente, a quem sempre serve com o máximo de zelo e carinho”. E conclui: “Denunciem assédio, abusos e racismo, sempre”.

MAIS – Site do Sinpospetro Curitiba

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