Sexta (dia 6) à noite aconteceu em São Paulo a cerimônia de entrega do Troféu Audálio Dantas (Indignação, Coragem e Esperança), destinado a jornalistas que se destacam na defesa da Democracia, Justiça, Direito à Informação e Liberdade de Expressão. Foram agraciados Caco Barcellos e Mino Carta. Cerimônia, no Salão Nobre da Câmara, no Viaduto Jacareí, 100, 8º andar, Centro. Mais uma vez, o evento teve apoio do vereador Eliseu Gabriel (PSB).
Plenário da sexta edição contou com a presença de jornalistas jovens e veteranos, além de ex-vereadores e dirigentes sindicais. O jornalista Sérgio Gomes, da Oboré, pilota o evento. Ele destaca a trajetória dos premiados: “O Troféu nasceu da necessidade de celebrarmos jornalistas corajosos, indignados com as injustiças e cujo trabalho semeia esperança. Caco e Mino, que representam com brilho, todas essas condições, foram escolhidos de forma unânime pela Comissão Organizadora”.
Audálio – O inspirador do Troféu foi repórter, editor, escritor, deputado e sindicalista. Faleceu em 2018. Seu nome, já respeitado nos meios jornalísticos, ganhou forte projeção em vista da coragem demonstrada à frente do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo, em outubro de 1975, quando a ditadura assassinou, no Doi-Codi, o jornalista Vladimir Herzog. Foi a voz calma, pausada e firme de Audálio que denunciou o crime e fez, pela primeira vez, tremer o regime.
História – Em 8 de julho de 2017, dia do seu aniversário de 88 anos, Audálio Dantas recebeu o troféu “Indignação, Coragem e Esperança”, por iniciativa conjunta da Agência Sindical, Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé e Oboré. Após seu falecimento, em maio de 2018, o troféu foi rebatizado e ganhou apoio de outras entidades.
Democracia – As falas dos integrantes da mesa destacaram a importância do bom jornalismo em defesa dos direitos humanos e da democracia. Vários também alertaram para a necessidade de uma contra-ofensiva para fazer frente à hegemonia da extrema direita nas redes sociais.
Premiados – Primeira edição do Troféu ocorreu em 2020. Desde então, honraria foi entregue a profissionais como Patrícia Campos Mello, Luis Nassif, Jamil Chade, Julian Assange, Eliane Brum, Ricardo Kotscho e Bruno Paes Manso.
MAIS – Sites da Oboré, ABI e Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.




