Polícias paulistas protestam terça

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Insatisfação geral nas Polícias do Estado de São Paulo. Os profissionais reclamam, principalmente, do descumprimento de promessas eleitorais por parte de Guilherme Derrite (secretário da Segurança até poucas semanas) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Manifestação acontecerá terça (18), às 14 horas, no Largo de São Francisco, Centro da Capital, quase em frente à sede da Secretaria da Segurança Pública do Estado.

A Agência Sindical falou com o dr. André Santos Pereira, que preside a Associação dos Delegados – Estado tem cerca de 4.500 delegados. Na ativa, 2.200. “Estamos desfalcados em cerca de 800 delegados”, afirma o líder da categoria.

A fama de que São Paulo paga mal aos profissionais da segurança faz sentido. O dr. André relata: “Aqui, o delegado Classe Especial, em final de Carreira, ganha menos do que em 18 Estados da Federação”. Para quem inicia na Carreira, a diferença é ainda mais gritante. São Paulo está em 24º lugar entre os Estados.

Para o dr. André Pereira, “não há decepção maior ao profissional do que ver frustradas as suas esperanças”. A Carreira reivindica uma Lei Orgânica da Polícia Civil. “Trabalhamos muito na elaboração de um projeto, mas nada foi concluído”, ele diz. A minuta do projeto foi elaborada pela própria Associação (Adpesp). A Lei Orgânica atual é de 1979.

O ato da terça (18) terá adesão também dos policiais militares, que se dizem frustrados com as promessas não cumpridas por Derrite e Tarcísio.

Enquanto a Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado de São Paulo não sai, os policiais buscam amparo em lei federal de novembro de 2023 – número 14.735/23. A Associação paulista colaborou na elaboração da lei em Brasília.

A necessidade concreta de modernizar a Polícia Civil, segundo o presidente da Adpesp, esbarra na ausência de uma Lei Orgânica. Ele diz: “Precisamos de garantias e que elas sejam asseguradas em Lei”.

Em julho, um policial civil foi morto em serviço por um PM da Rota. “A família ainda não recebeu a pensão prevista em lei”, lamenta o dr. André. Segundo ele, a família tem direito de receber pensão vitalícia”.

Deputado – O Ato desta terça vai dar voz a todas as entidades ligadas à segurança pública. O delegado Palumbo, deputado federal pelo MDB-SP, confirmou participação.

O presidente da Associação critica a propaganda maquiada da segurança pública no Estado. “As pessoas são induzidas a ver uma situação que inexiste na corporação e muito menos nas ruas”, ele afirma.

MAIS – Site da Adpesp – www.adpesp.org.br