Todo artista tem que ir aonde o povo está.
Este é um verso da canção “Nos bailes da vida”, de Milton Nascimento e Fernando Brandt. E o que é belo numa música pode valer para outros setores de atividade. Para o sindicalismo, por exemplo, com seus dirigentes visitando base por base, posto por posto.
Assim tem feito Telma Cardia, que preside o Sindicato dos Frentistas de Guarulhos e Região. Ela, seus diretores e as equipes de trabalho do Sindicato vão visitar, até 19 de dezembro, as bases do Sindicato em 23 municípios. Esse trabalho começou em 3 de novembro.
Telma conta: “Até 19 de dezembro, visitaremos postos e lojas de conveniência, conversando com a categoria e ouvindo suas reivindicações, para compor a pauta. Essa pauta será apreciada e votada em assembleia geral, dia 21 de dezembro”. Além de aprovar o elenco de reivindicações, a categoria também decidirá, autorizando a negociação coletiva.
Para a presidente Telma Cardia, as assembleias têm um duplo caráter didático, pois os trabalhadores e trabalhadoras apresentam suas propostas e o Sindicato informa e orienta a base. Onde não é viável fazer assembleia, o Sindicato reúne os companheiros daquele local de trabalho, ouvem suas reivindicações ou denúncias e retornam abastecidos de mais conhecimento e de tarefas.
Agenda – Acontecerá em 14 de janeiro a reunião geral dos Sindicatos da categoria na Fepospetro (Federação dos Frentistas no Estado de São Paulo), a fim de definir a pauta unitária e também a estratégia da Campanha Salarial e das negociações coletivas. Data-base é 1º de março. Este ano a Campanha abrangerá as cláusulas sociais e os índices econômicos.
Diálogo – Para a presidente do Sindicato de Guarulhos e Região, e também dirigente da Federação Nacional (Fenepospetro), “o diálogo entre direção e base deve ser constante, e mais ainda na época de Campanha Salarial”. Nas idas aos postos, os dirigentes e ativistas dialogam com os trabalhadores, mas também falam com gerentes ou donos de postos, principalmente nas horas de baixo movimento.
Afora a pauta salarial, cada ida à base possibilita saber o que o trabalhador está pensando, por exemplo, sobre a escala 6×1. Telma Cardia diz: “O pessoal tem perguntado muito sobre essa escala e o Sindicato deixa claro que a 6×1 é extenuante, não deixa tempo para o lazer e o convívio familiar”. Nesses contatos, os dirigentes e as três equipes de base também cuidam de sindicalizar mais trabalhadores.
Assédio – Esse é um tema cada vez mais falado e debatido nas bases frentistas. “Assédio de chefe, assédio de patrão e também por cliente que não respeita mulher, negros e outros trabalhadores”, diz Telma. Outro problema: uniformes justos demais e inadequados perante a Norma Regulamentadora para a atividade.
Essas informações e esses dados vão compor a pauta de reivindicações a ser negociada com o sindicato patronal. Telma Cardia arremata: “As relações de trabalho precisam evoluir. Os patrões não podem pensar só nos lucros da empresa”.
MAIS – Sites do Sinpospetro Guarulhos (www.sinpospetrogrs.org.br) – 11 2440.0263 / 11 2468.9317 / 11 2440.1351 – Fepospetro (www.federacaodosfrentistassp.org.br) – Fenepospetro (www.fenepospetro.org.br)









