O balanço trabalhista de 2025 é positivo. Várias metas foram atingidas e o sindicalismo entrará no ano que vem com dois itens mobilizadores. Ou seja, a redução da jornada de trabalho e a regulamentação para os companheiros que trabalham com aplicativos.
A Agência Sindical ouviu Clemente Ganz Lúcio, ex-coordenador técnico do Dieese e hoje coordenador do Fórum das Centrais Sindicais. Principais trechos:
Unidade – As Centrais Sindicais, por meio do Fórum, trataram e encaminharam de forma unitária as demandas sindicais. Também se posicionaram em defesa da democracia e por medidas que propiciem desenvolvimento econômico.
Imposto zero – Foi o grande avanço do ano, isentando do Imposto de Renda salários até R$ 5 mil e também propiciando desconto menor para quem recebe até R$ 7.350,00.
Promessa – A isenção era reivindicação de todo o movimento. Quando entregamos a pauta a Lula, em 14 de abril de 2022, durante encontro em São Paulo, ele prometeu que, até o final de seu governo, a isenção seria efetivada. E nós conseguimos mais, porque haverá ganhos aos trabalhadores que ganham de R$ 5.001,00 até R$ 7.350,00.
Ricos – Os chamados super-ricos passarão a recolher 10% de imposto – até agora, eles não eram taxados, enquanto os assalariados sofriam desconto do IR até 27,5%. Conseguimos, portanto, avançar rumo à justiça fiscal, e vamos tentar ampliar esse avanço, porque é uma forma de distribuir a renda.
Jornada – A reivindicação histórica é por 40 horas. Mas a bandeira pelo fim da escala 6×1 ganhou muita força entre a classe trabalhadora. A matéria caminha por meio de um PL na Câmara e outro no Senado, onde a matéria já foi aprovada na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça.
Marcha – Está marcada para 15 de abril uma plenária geral do sindicalismo, para aprovação de nova pauta unitária e também a retomada das Marchas a Brasília.
MAIS – Sites e redes sociais das Centrais e também do Dieese.









