CNTC defende debate sério quanto ao fim da 6×1

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e as entidades sindicais comerciárias e de serviços em todo o País manifestam repúdio às declarações do presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso, Wenceslau Júnior, que, de forma desrespeitosa, ofende os trabalhadores e desqualifica as entidades sindicais.

O debate sobre a redução da jornada, especialmente no contexto da proposta que trata do fim da escala 6×1, em tramitação no Congresso Nacional, é legítimo, atual e necessário. No entanto, esse debate precisa ser conduzido com responsabilidade, equilíbrio e respeito entre as partes, sem espaço para ataques ou generalizações.

É inaceitável que trabalhadores sejam tratados de forma pejorativa. São eles que sustentam a economia nacional, enfrentando longas jornadas, baixos salários e desafios diários para garantir o sustento de suas famílias.

A Constituição assegura direitos fundamentais que incluem remuneração digna, jornada justa, descanso, lazer, educação e convivência familiar. Assim como o setor empresarial tem o direito de defender seus interesses, os trabalhadores têm o mesmo direito de lutar por melhores condições de trabalho e qualidade de vida.

As entidades sindicais – do lado laboral ou do econômico – desempenham papel essencial na mediação das relações de trabalho e na construção do diálogo social. Deslegitimar essas instituições é enfraquecer o próprio ambiente democrático.
Diante disso, a CNTC reafirma:

O debate sobre a jornada de trabalho deve ser técnico, responsável e respeitoso; Não serão aceitas ofensas ou ataques aos trabalhadores; É fundamental preservar e respeitar o papel das entidades sindicais.

O Brasil é construído pelo trabalho de seu povo. Respeitar os trabalhadores é respeitar o País!

Brasília, 21 de março de 2026.
Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – Luiz Carlos Motta – Presidente.

Lourival Figueiredo Melo – Secretário-geral.