
Os trabalhadores na construção civil de São Paulo podem cruzar os braços a partir do dia 20. A categoria, com 420 mil integrantes, é representada pelo Sintracon-SP. Data-base, 1º de maio.
Até o momento as negociações têm ocorrido entre as comissões dos trabalhadores e do empresariado. “Mas não tem havido avanços”, lamenta Antônio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon.
Basicamente, ele informa, “nossa pauta reivindica 4% de aumento real, mais a reposição da inflação”. Segundo Ramalho, “os patrões estão alegando dificuldades devido ao aumento no preço dos insumos, até por causa da guerra Estados Unidos-Irã”. O sindicalista, porém, contesta: “Os preços que elevam o custo das empresas também aumentam na vida dos trabalhadores”.
A entidade patronal será ainda comunicada oficialmente sobre a greve da categoria. Ramalho da Construção considera que o movimento grevista pode crescer pra outras regiões do Estado. “Estamos conversando com nossa Federação a esse respeito”, ele afirma.
Segmento – A construção civil em São Paulo vai bem, graças a programas dos governos e também a investimentos privados. O presidente do Sintracon-SP diz: “O setor da construção tem faturado bem, obras não faltam. Portanto, não vamos ficar dependendo do humor e das decisões do Donald Trump”. Ou seja, o peão da construção não quer saber de guerras e conflitos geopolíticos.
MAIS – Site do Sintracon – Telefone (11) 3388.4800.








