Cesta básica aumenta nas 27 capitais

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Em 2024, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) firmaram parceria para acompanhamento dos preços da cesta básica de alimentos, como contribuição à Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e à Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

A parceria permitiu a ampliação da coleta de preços de alimentos básicos de 17 para 27 capitais brasileiras. Os resultados da Pesquisa nas 27 capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

O valor do conjunto dos alimentos básicos subiu nas 27 capitais onde o DIEESE, em parceria com a Conab, realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre março e abril de 2026, as elevações mais importantes ocorreram em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 906,14), seguida por Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35).

Em 12 meses ou entre abril de 2025 e abril de 2026, o custo da cesta ficou maior em 18 capitais e menor em outras nove. A altas mais expressivas foram registradas em Cuiabá (9,99%), Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%). Já as quedas variaram entre -4,84%, em São Luís, e -0,34%, em São Paulo.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, as 27 capitais tiveram alta nos preços da cesta, com taxas entre 1,56%, em São Luís, e 14,80%, em Aracaju.

Com base  na cesta mais cara, que, em abril, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em abril de 2026, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.612,49 ou 4,70 vezes o mínimo de R$ 1.621,00.

Em março, o valor necessário era de R$ 7.425,99 e correspondeu a 4,58 vezes o piso mínimo. Em abril de 2025, deveria ter ficado em R$ 7.638,62, ou 5,03 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00.

Cesta x salário mínimo

Em abril de 2026, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 100 horas e 52 minutos, maior do que o registrado em março, quando ficou em 97 horas e 55 minutos. Já em abril de 2025, a jornada média foi de 105 horas e 43 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais, em abril de 2026, 49,57% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em março, 48,12% da renda líquida. Em abril de 2025, o percentual médio ficou em 51,95%.

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