A grande mídia e a classe dominante tentam nos convencer de que política só existe durante o período eleitoral. Mas a verdade é que essa fase é apenas o período em que a política fica mais evidente. Também tentam incutir nas pessoas mais simples a ideia de que política só pode ser feita por gente da elite, com formação acadêmica ou pertencente aos grupos sociais mais abastados.
Mas isso é errado e desonesto. Na verdade, na prática, durante quase toda a nossa vida fazemos política ou sofremos os efeitos das decisões políticas, e muitas delas não são boas para o povo.
A palavra política vem dos gregos. O filósofo Aristóteles assim a definiu: política é a ciência prática que busca o bem comum e a felicidade coletiva. Ele a considerava a mais nobre atividade humana, indissociável da ética.
A fase das campanhas eleitorais se aproxima, pois haverá eleições em outubro para deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente da República.
O Brasil tem muitos partidos. Os mais fortes são PL (Bolsonaro), PT (Lula), MDB (Michel Temer), Republicanos (Tarcísio de Freitas) e PSD (Kassab). Muitos candidatos dessas siglas estarão na linha de frente das disputas eleitorais.
Falam por aí que partido é tudo igual. Errado! No Brasil, existem dois blocos partidários e ideológicos mais fortes. O bloco liderado pelo PT (com PDT, PSB, PCdoB, Psol e outros) tem compromisso com a inclusão social, o emprego e a proteção estatal aos mais pobres. Já o outro bloco defende que o mercado seja o responsável pela inclusão social.
São posturas conflitantes. O sindicalismo caminha ao lado das forças que defendem a inclusão social, o apoio estatal aos carentes, a educação pública, a saúde, a proteção à infância, a ampliação dos direitos e um mercado interno forte.
Mas como saber quem é quem na política? Há vários caminhos. É preciso ler, estudar política, acompanhar as posições de cada partido, conhecer a vida pregressa de cada um e analisar as propostas. Temos tempo para isso? Temos. Basta pegar o celular, acompanhar sites como UOL e G1, entrar nas páginas das Centrais Sindicais, do Dieese e do Diap, acessar os sites dos partidos e também o site do seu Sindicato.
Votar sem conhecer bem o candidato é saltar no escuro. Portanto, procure conhecer a conduta de cada candidato e não vá na onda de padre, pastor ou influencer digital.
Comece desde já a acompanhar de perto a política e os candidatos. Quanto mais você fizer isso, maiores serão as chances de votar certo em outubro. Votar certo para não se lamentar depois.
Faça política, goste da política, entenda a política. É assim que se constrói uma Nação forte e democrática.
Eusébio Luis Pinto Neto. Presidente do Sinpospetro-RJ e da Federação Nacional dos Frentistas.









