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sexta-feira, 10/07/2026
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Dia da Luta Operária lota SindpSP

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O Dia da Luta Operária, 9 de julho, deste ano, foi um evento forte, emocionante e vigoroso. A grande presença de sindicalistas, movimentos sociais, ativistas, partidos progressistas e diversos parlamentares levantou a possibilidade de que o ato, em 2027, possa ser realizado em local aberto ou em um ponto tradicional de concentração popular.

A Agência Sindical ouviu o deputado estadual Antônio Donato (PT-SP), autor da Lei do Dia da Luta Operária, quando era vereador em São Paulo. A data instituída celebra a memória do sapateiro José Martinez, morto em 9 de julho de 1917 pela Força Pública durante um piquete, no Brás, SP, na primeira grande greve geral do País.

Donato afirma: “Vejo que essa celebração cresce a cada ano, ampliando a relação de homenageados. Hoje, o Sindicato está lotado. Penso que devemos cogitar a possibilidade de realizar o próximo ato em um local maior, mais aberto e onde haja concentração popular”. Completa o autor da Lei: “A celebração da memória operária e das lutas travadas no passado pode iluminar o presente e orientar o futuro”.

Nomes – Os principais homenageados foram o metalúrgico e ex-deputado federal Aurélio Peres (PCdoB) e Laerte Coutinho, cartunista que, durante anos, produziu charges e ilustrações para o movimento sindical. Laerte publicou, pela Oboré, o livro Ilustração Sindical, no qual disponibiliza cerca de 1.100 ilustrações. Também foram homenageados Rubens Romano, ex-presidente dos Comerciários de São Paulo; José Maria de Almeida, fundador da ConLutas; o jornalista Paulo Canabrava; a metalúrgica Nair Goulart, entre outros.

Futuro – Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados, Antônio Neto (também da CSB), “o conhecimento do passado é fundamental para a unidade da classe trabalhadora e a construção do futuro nacional”. Em um prédio repleto de homenagens a Getúlio Vargas, ele vê no Dia Nacional da Luta Operária o contraponto ao feriado de 9 de Julho, alusivo à “Revolução Constitucionalista de 1932”, movimento da elite paulista diante dos avanços da Revolução de 1930, comandada por Getúlio Vargas.

Centrais – Todas as Centrais participaram do Dia da Luta Operária 2026, no Sindpd, na Barra Funda, SP. Para o coordenador do Fórum das Centrais, Clemente Ganz Lúcio, o evento realizado na quinta-feira expressa a unidade sindical e a disposição de luta das entidades de classe. Ele diz: “Essa unidade e vigor são fundamentais em um momento em que avançamos bem na Câmara dos Deputados, mas a PEC 221 enfrenta dificuldades no Senado”. A PEC acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais.

Historiador – O escritor e historiador José Luiz Del Roio é autor de mais de 20 livros, com destaque para a obra que conta a história do 1º de Maio, cuja origem está no movimento grevista de Chicago, nos Estados Unidos, em 1886, quando operários foram violentamente reprimidos por lutar pela jornada de oito horas. Vários foram enforcados. Eles entraram para a história como os “Mártires de Chicago”.

Del Roio aponta os desafios do sindicalismo, da classe trabalhadora e dos povos de todo o mundo diante do avassalador avanço tecnológico, das mudanças climáticas e do novo padrão produtivo. Ele comenta: “As fábricas da Europa, por exemplo, mudaram-se, em grande parte, para países da Ásia. Há um esvaziamento do antigo e poderoso bloco europeu, e isso afeta principalmente os mais pobres, que, muitas vezes, abraçam a tese direitista de que o inimigo é o migrante”.

MAIS – Sites das Centrais, dos Comerciários de São Paulo e do Centro de Memória Sindical.