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quarta-feira, 15/07/2026
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Diap reagrupa forças e busca recursos

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O movimento sindical brasileiro não depende só do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Mas o sindicalismo, necessariamente, passa pelo Diap, à base da experiência de seus dirigentes e consultores, cuja vivência no trato com o Congresso Nacional não tem precedentes no País.

O Diap vive da mensalidade das entidades filiadas e de livros, manuais e outros produtos eventuais. Mas a receita tem sido insuficiente, como tem destacado sua presidente Rita Serrano, funcionária da Caixa Econômica Federal e ex-dirigente classista.

Revitalização – Dia 9, o Diap reuniu sua equipe para avaliar a situação da entidade e planejar novos passos. “Uma das nossas metas, afirma Rita Serrano, é ampliar o número de entidades filiadas”. A lógica administrativa é a clássica: ampliar receita e, se possível, cortar despesa.

Mas o Diap tem outras tarefas, como acompanhar no Congresso Nacional os Projetos e matérias de interesse da classe trabalhadora. Um deles é normatizar a negociação coletiva dos Servidores. Rita explica: “Sem datas-bases estabelecidas, os Servidores ficam à mercê da vontade de prefeitos e governadores”.

Os Servidores – municipais, estaduais e da União – reclamam também da ausência de planos de carreira e de outras iniciativas que possam dar segurança aos trabalhadores e perspectivas profissionais efetivas. “Essa demanda é antiga, mas, com o recesso parlamentar, ficará para o segundo semestre”, afirma a presidente Rita.

Outro tema que mobiliza o Diap, atualmente, é a tramitação da PEC 221 – que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada para 40 horas semanais. A matéria andou bem na Câmara Federal, mas encalacrou no Senado, cujo presidente, Davi Alcolumbre, “sentou em cima”, como se diz na gíria política, e não enviou a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça da Casa, cujo presidente, Otto Alencar, já se manifestou a favor.

Rita Serrano diz: “Na reunião do dia 9, debatemos formas de ampliar o contato com os senadores e também de aumentar a pressão para que a matéria passe pela CCJ e seja levada a voto no plenário”. Esse tem sido também o esforço das Centrais Sindicais, Confederações e demais entidades de trabalhadores.

Misoginia – Preocupa também o Diap e sua presidente a questão da misoginia. Ela comenta: “Esse problema tende a crescer com o processo eleitoral, na medida em que a mulher que se candidata busca espaços de poder, que, tradicionalmente, são masculinos”.

MAIS – Site do Diap