Cresce pressão popular para que o Senado aprove a PEC 221, que extingue a escala 6×1 e estabelece jornada semanal de 40 horas. Matéria já foi aprovada na Câmara, ficou estancada no Senado, mas ganhou ímpeto após entendimento entre Lula e Alcolumbre, dia 4 de agosto.
O relator da CCJ no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), é favorável à PEC 221. Mas há senadores contra, especialmente os do campo bolsonarista.
O que fazer para a PEC 221 ser votada e aprovada? Na base social, pressão popular. No Senado, diálogo das direções sindicais com os senadores e líderes partidários.
Domingo – O dia da voz das ruas será neste domingo (30), em várias Capitais, quando vão se manifestar entidades sindicais e movimentos populares.
“No Senado faremos vigília, com visitas a cada senador e às lideranças partidárias. Os presidentes das Centrais ficarão permanentemente em Brasília”, informa João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical e dirigente metalúrgico em São Paulo.
MASP – Em São Paulo, o ato forte será às 10 horas, junto ao Masp, na Avenida Paulista. Programação: Domingo, 30/8. Concentração começa às 9 horas. Pauta: Fim da escala 6×1; jornada semana de 40 horas. Razões: por trabalho menos exaustivo, mais tempo para a vida familiar, o lazer, os estudos.
Categorias – Líderes mobilizam direções e categorias confirmam participação. Luiz Arraes, presidente do Sindicato dos Frentistas de Osasco e da Federação estadual, adianta: “Vamos convocar as direções dos nossos 18 Sindicatos. E vou gravar vídeo me dirigindo à nossa categoria no Estado”.
O Senado fará esforço concentrado entre 31 de agosto e 4 de setembro. Semana é considerada estratégica pelas entidades sindicais.
Centrais orientam entidades filiadas a fortalecer a campanha nos locais de trabalho e também nas redes sociais, buscando ampliar apoios à PEC e demonstrar ao Congresso a dimensão da mobilização.
Segunda, 31, Juruna informa que a panfletagem terá continuidade nas Capitais e cidades com maior concentração de trabalhadores.









