Força bate na política de juros altos
A Central critica duramente a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75%, uma das mais altas do mundo. Para a entidade, a medida prejudica a economia nacional, compromete investimentos e dificulta a geração de empregos e renda. A Força Sindical alerta que os juros elevados estrangulam o crédito, a produção e o consumo das famílias, agravando o endividamento e a inadimplência.
Em Nota, o presidente da entidade, Miguel Torres, classifica a decisão de “irracional, nefasta para o setor produtivo e desastrosa para os trabalhadores”. Segundo ele, a manutenção dos juros em patamares elevados também ameaça os investimentos previstos para o próximo ano e compromete as possibilidades do crescimento econômico nacional.
A entidade avalia que o País precisa conciliar juros mais baixos, investimentos em infraestrutura e políticas de valorização social. A redução da Selic, acompanhada de medidas para ampliar o crédito a empresas e consumidores, é apontada como fundamental para estimular o mercado interno, fortalecer a produção e aumentar as oportunidades de emprego.
A Central também critica o avanço do rentismo e da especulação financeira que, segundo a Nota, drenam recursos que poderiam ser destinados ao desenvolvimento nacional. “Na luta pela redução da taxa de juros, os trabalhadores estão unidos a todos os brasileiros que querem ver o País livre do rentismo e da especulação financeira desenfreada”, afirma Miguel Torres.
A Força defende que a política econômica priorize a produção e o trabalho, em vez de favorecer os ganhos do setor financeiro.
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O papel dos salários
Artigo de Clemente Ganz Lúcio, ex-integrante do Dieese e coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, aborda a importância da valorização do salário mínimo para distribuir renda e fortalecer o mercado interno.
O autor destaca que o crescimento salarial é uma das principais engrenagens do desenvolvimento. Entre abril de 2002 e janeiro de 2026, o Piso nacional passou de R$ 200,00 pra R$ 1.621,00, ou seja. aumento nominal de 710%. Descontada a inflação pelo INPC, o ganho real ficou perto de 100%, praticamente dobrando o poder de compra em pouco mais de duas décadas.
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