Mercado interno sob ataque

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Mercado interno é a soma de compras, vendas, transações e negócios feitos dentro de um país.
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Seu volume e dimensão determinam a posição do país no mundo e projetam suas potencialidades.

O sindicalismo brasileiro tem sido um obstinado defensor do mercado interno.
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E nossa bandeira principal é o valor dos salários, começando pelo salário mínimo.

Veja a manchete do Valor Econômico desta segunda: “Brasil cai oito posições em ranking de renda per capita”. Em 2011, a renda era de US$ 15.394. Hoje está em US$ 14.140. Ou seja, menos US$ 1.254.

Recentemente, Joe Biden, afirmou: “Devemos aos Sindicatos e aos trabalhadores a formação da classe média norte-americana. Isso não é obra de nenhum banqueiro de Wall Street”. Quem falou isso simplesmente comanda a maior potência do planeta.

E o que ocorre no Brasil? O contrário. Cito três medidas: 1) A nefasta reforma da Previdência no governo Bolsonaro; 2) A reforma trabalhista, em 2017, de Michel Temer; 3) A política de arrocho ao salário mínimo do governo.
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O saldo dessas maldades, apoiadas pela elite econômica brasileira, está mostrado no Valor Econômico. E o jornal alerta: a previsão é de que, em cinco anos, estaremos na 90ª posição. Estávamos na 77ª, caímos pra 85ª e podemos cair ainda mais cinco.

Quando a gente sai da discussão econômica e vê a situação real, o que constata? Constata desemprego, arrocho salarial, corte de direitos, quebradeira de empresas, piora nos serviços públicos, exclusão social, perda de produtividade, mais gente morando nas ruas, mais fome.

Um governo não comete crime só quando persegue pessoas, prende e mata. Comete crime também quando atenta contra a economia nacional, empobrece o país, enfraquece as empresas, arrocha os salários e corta direitos.

O sindicalismo tenta reagir, mas nossa força é limitada. A classe patronal tem mais influência. Por isso, pergunto: até quando a elite empresarial nacional vai continuar puxando o saco de Bolsonaro e ajudando a empurrar o Brasil pro precipício?

Armas

A ministra Rosa Weber vetou partes do texto em que Bolsonaro libera armas e munições, inclusive retirando o papel fiscalizador do Exército. Sexta, o pleno do Supremo decide. Esperamos bom senso dos magistrados. O Brasil pede menos armas e mais empregos!

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