15.1 C
São Paulo
sábado, 30/05/2026

A carestia e a sua administração

Data:

Compartilhe:

A Economia não combate a carestia com soluções milagrosas como antecipação de 13º salário ou empréstimo do próprio Fundo de Garantia.

Como dizer que o País líder em exportação de commodities alimentares vive forte crise inflacionária, principalmente em razão dos alimentos?

!

Será que a fome é o principal marco pra se definir a escassez? Ou o desemprego? Ou o subemprego pós-Reforma Trabalhista, que, além de não gerar empregos de qualidade, criou condições de precarização na relação emprego x salário?

Creio que quem melhor defina isso seja a mulher. A mãe que sempre teve dupla jornada de trabalho e arca com o planejamento e a compra dos víveres.
Sabe melhor que qualquer economista como fazer um tostão virar um milhão, se lhe derem oportunidade.

Numa lógica nem sempre convincente, sobe o dólar – sobem os preços dos alimentos. Sobem os combustíveis – sobem os alimentos.

Aumentam as chuvas – sobe o alimento.

Tem seca – sobem os alimentos. Entretanto, quando as quedas ocorrem, o equilíbrio nos preços não ocorre.

A cesta básica pelo Dieese para São Paulo é R$ 715,65, Rio R$ 697,37, Belo Horizonte R$ 642,01. Como ração mínima para dois adultos e duas crianças que se alimentem como um adulto.

É uma cesta apenas de alimentos (proteína animal, leite, arroz, farinha, batata, legumes, pão francês, café em pó, fruta da época, açúcar, óleo ou banha e manteiga).

Nada além de víveres, em proporções mínimas de sobrevivência.

A Economia não combate a carestia com soluções milagrosas como antecipação de 13º salário ou empréstimo do próprio Fundo de Garantia. Essas ações são a alegria do sistema financeiro e limita os sonhos futuros e, especialmente, os sonhos presentes.

Mãe, mulher, a saída é um investimento em empregos de qualidade com salários decentes. Dessa forma, a Economia combate a Carestia.

Mas tudo isso está longe de ser viabilizado.

Esse é o nosso Brasil de ontem, de hoje, mas o Brasil do amanhã pode ser diferente e depende de nós.

Professor Oswaldo Augusto de Barros
Presidente da NCSTFSTCNTEECFEPAAE

Acesse – https://fstsindical.com.br/novo/

Clique aqui e leia mais artigos de Oswaldo Augusto de

Conteúdo Relacionado

País que exaure sua juventude condena o próprio futuro – Marcos Verlaine

Trabalhar demais virou obstáculo ao desenvolvimento, revela estudo do Dieese1. E isso lembra Millôr Fernandes2 (1923-2012), nome artístico de Milton Viola Fernandes, que foi desenhista,...

Semana decisiva em Brasília – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

O trabalhador deve ficar atento à Câmara Federal nesta semana. E em contato com o Sindicato. Isto porque na quinta, 28, foram votadas as...

“Fechar” a chapa completa – João Guilherme Vargas Netto

A quatro meses da eleição o dia 4 de outubro parece se aproximar velozmente de nós porque a disputa eleitoral se acelera atropelando o...

Garantir a redução da jornada – Murilo Pinheiro

É fundamental dar fim à escala 6X1 e adotar as 40 horas semanais de trabalho. O Congresso Nacional tem o dever de dar esse...

Navio negreiro – João Franzin

O dia, obviamente, tem 24 horas. Mas o Dia do Trabalhador, nas nossas metrópoles, dura menos. Explico.Em média, na Grande São Paulo, o trabalhador...