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A greve na Brose

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luta

João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical entidades de trabalhadores – e-mail: joguvane@uol.com.br

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Em um texto recente reportei a greve que os trabalhadores de uma metalúrgica multinacional paranaense estavam fazendo para obrigar a empresa a negociar melhores condições de trabalho, mas não citei o nome da empresa.
Marco-a agora com ferro em brasa: Brose é o nome da empresa.
Eu o faço porque seus diretores persistiram ao longo de todo o mês de fevereiro em um comportamento intransigente, repressivo e antissindical, que tem obrigado os trabalhadores a se manter em greve (com apoio de suas famílias) e o Sindicato a tentar garantir a abertura de negociações.
Os diretores da empresa merecem crítica por, pelo menos, três comportamentos condenáveis:
1- Resistem de todas as formas a aceitar um clima de negociação respeitosa com os trabalhadores e o Sindicato.
2- Contratam fura-greves como trabalhadores temporários, agindo de maneira antissindical.
3- Estimulam a presença e a repressão da Polícia Militar estadual, que tem agido como milícia privada e agredido sistematicamente os dirigentes sindicais que apoiam a greve no local.
Os verdadeiros heróis são os grevistas e as suas famílias; os grandes vilões são os diretores da Brose e seus apaniguados.
João Guilherme é consultor de entidades sindicais de trabalhadores.

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