O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região (CSP) e a Avibras firmaram dia 24 um Acordo Coletivo de Trabalho histórico. Pelo Acordo, a principal indústria bélica do País retoma as atividades. A empresa deve voltar a operar até 30 de abril, com a recontratação de 210 trabalhadores. A partir de junho, mais 240 serão chamados de volta.
O acordo foi assinado no Sindicato pelo presidente Weller Gonçalves e o presidente da Avibras, Fábio Guimarães Leite. Ele estabelece a quitação, cujo débito acumulado desde 2022 soma R$ 230 milhões. Valor será quitado de modo parcelado, variando de 12 a 48 vezes, conforme a faixa salarial.
A Agência Sindical ouviu Weller Gonçalves. Ele afirma: “Considero muito importante conseguir a retomada da principal indústria bélica do Brasil, principalmente se observamos as atuais condições geopolíticas nacionais e mundiais”.
O dirigente comenta: “A Avibras só não fechou as portas graças à persistência do Sindicato. É uma grande vitória ter de volta nossa principal indústria de Defesa, que quase foi entregue ao capital estrangeiro. O Sindicato vai se manter à frente da campanha pela estatização sob controle dos trabalhadores”.
Greve – A luta pela retomada da produção na Avibras desencadeou uma greve de 1.280 dias e os trabalhadores resistiram, ficando esse tempo todo sem receber salários e direitos. O acordo encerra a greve. A empresa, nas duas unidades, uma em Jacareí e outra em Lorena, chegou a contar com 1.400 funcionários.
Marinha – O comandante Robinson Farinazzo é oficial da Reserva da Marinha brasileira. Ele comenta: “A Avibras é uma joia da coroa da tecnologia brasileira. Se ela não fechou as portas e não foi entregue a preço de banana para grupos estrangeiros, que só queriam suas patentes, foi porque o Sindicato e os trabalhadores ficaram na porta da fábrica garantindo que nenhuma máquina fosse retirada”
MAIS – Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região
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