21.3 C
São Paulo
sexta-feira, 6/03/2026

Ajuda ao setor cultural amenizará penúria dos trabalhadores

Data:

Compartilhe:

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura negociou com líderes partidários a aprovação do Projeto de Lei 1.075/20, conhecido como “Lei Emergencial da Cultura”, que beneficia artistas e demais trabalhadores da área.

O texto da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), com relatoria de Jandira Feghali (PCdoB-RJ), foi aprovado terça, 26, pela Câmara dos Deputados, destina R$ 3,6 bilhões para ações emergenciais no setor cultural enquanto durar a pandemia, descentralizando os recursos a Estados e Municípios. A proposta também proíbe o corte de água, energia elétrica e serviços de telecomunicação, como internet, de empresas do setor cultural, durante o período de calamidade pública em virtude da Covid-19.

Dignidade – Segundo o presidente da CNTEEC, Oswaldo Augusto de Barros, o projeto corrige e ameniza a penúria por que passam os profissionais do segmento. “Esse projeto é fundamental neste momento pra dar uma vida digna àqueles que, com o entretenimento, levam alegria ao povo brasileiro. O legislativo teve grande sensibilidade social ao aprovar o substitutivo elaborado pela deputada Jandira Feghali”, enfatiza.

Na avaliação do professor Oswaldo, esses profissionais têm uma forma diferente de trabalho, nem sempre reconhecida e pouco valorizada, principalmente nos momentos de crise. “É mais que necessário voltar os olhos pra esses brasileiros, que neste momento necessitam de ajuda e não podem ficar ao desalento”, ele reforça.

Esquecidos – Sonia Santana é presidente do Sindcine, que representa trabalhadores no setor de audiovisual. Ela lamenta que o projeto não beneficie esses profissionais. “O governo não se preocupa com nossa categoria. Somos híbridos. Por isso, não somos assistidos por esses programas. Somos esquecidos pelo governo”.

Sonia conta que a categoria também tem dificuldades em receber o Auxílio Emergencial, pago pela Caixa a informais, MEIs, desempregados e autônomos, por não se enquadrarem nos critérios estabelecidos. Dia 15 de maio, o presidente Bolsonaro vetou a lei que ampliava o pagamento do abono, o que excluiu artistas e técnicos do benefício. “Não são só os mais pobres que enfrentam necessidades nesse período de pandemia”, reclama Sonia Santana.

Dieese – Segundo Clemente Ganz, do Dieese, a cultura engloba em torno de cinco milhões de artistas, produtores, gestores, técnicos, equipes de segurança e apoio, entre outros. Isso se reflete, de forma indireta, provavelmente num universo de 15 a 20 milhões de pessoas, que dependem ou se relacionam economicamente a partir da renda gerada na cultura. Ele defende que esses trabalhadores tenham os mesmos benefícios que as demais categorias. “O trabalhador da cultura tem direito a esses benefícios conquistados, seja o Abono ou outras formas de proteção do emprego e do salário”.

Mais – Acesse os sites da CNTEEC e do SINDCINE.

Conteúdo Relacionado

Manobra na Câmara ameaça direitos

Contra a redução da jornada de trabalho, a bancada bolsonarista liderada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apresentou o Requerimento 477/2026, visando apensar a PEC...

Pais terão licença maior

O Senado aprovou dia 4 Projeto que amplia gradualmente a licença-paternidade, passando dos atuais cinco para 20 dias. Benefício será concedido aos pais, nas...

Condutores de São Paulo vão às urnas

As eleições no SindMotoristas de SP costumam ser muito disputadas. Quatro chapas vão concorrer ao pleito dias 10 e 11 de março.A chapa que...

Janeiro registra 4.319 empregos-dia

Os empregos crescem no Brasil. Janeiro abriu mais 112.334 vagas com Carteira assinada. Dados do Novo Caged, divulgados terça (3) pelo Ministério do Trabalho...

Projeto emprega mulheres agredidas

O Sindicato dos Comerciários de SP e o Instituto Mulheres do Grajaú realizaram dia 25 de fevereiro importante ação de intermediação de mão de...