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quinta-feira, 1/10/2026
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Arraes defende direitos iguais aos frentistas

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O presidente da Federação dos Frentistas no Estado de São Paulo, Luiz Arraes, participou quarta, dia 30, do Podcast Repórter Sindical. Ele conversou com o jornalista João Franzin.

Membro do núcleo histórico da categoria, que começou a se organizar em 1984, Arraes também coordena o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST).

Eleitor de Lula, ele explica as razões: “Lula significa um Brasil democrático, com justiça social e um governo que atua em benefício dos setores mais carentes da população”.

Para Arraes, outro ponto importante é a soberania nacional. Ele afirma: “O Presidente Lula tem compromisso em fazer um governo voltado para os interesses nacionais. Já o candidato da direita tem vínculos com Donald Trump e colocará nosso País a reboque dos Estados Unidos”.

Segundo o dirigente frentista, o Estado de São Paulo emprega cerca de 100 mil trabalhadores em postos de combustíveis e lojas de conveniência. No Brasil, esse número chega a 550 mil.

A categoria se organiza em 72 Sindicatos, uma Federação Estadual e uma Nacional, a Fenepospetro. Cada Sindicato busca realizar negociações coletivas na data-base, considerando as pautas locais e regionais. Isso gera desigualdades em termos de direitos.

Para Luiz Arraes, um dos desafios das entidades é padronizar as Convenções. Ele explica: “Tem muita resistência do patronal, mas o certo seria garantir direitos iguais a toda a nossa categoria, em todo o País. Creio que esse é um objetivo a ser buscado”.

Num momento em que o Brasil assiste a ataques de fanáticos religiosos, o presidente do Sindicato dos Frentistas de Osasco e Região defende moderação. Arraes diz: “Eu mesmo sou devoto de Santa Dulce, que tanto fez pelos pobres. Devemos respeitar a devoção de cada um”.

Luiz Arraes critica a proposta da direita de impor a negociação direta entre patrão e empregado. Argumenta: “Se o empregado tiver que negociar direto com seu patrão, a empresa não vai querer pagar nem o Piso. Frentista voltará a ganhar salário mínimo”. Arraes completa: “Por isso, temos que valorizar as negociações e as nossas Convenções Coletivas”.

 MAIS – Acesse o Canal Youtube da Agência Sindical