João Carlos Gonçalves (Juruna) é metalúrgico em São Paulo e ocupa a secretaria geral da Força Sindical. Integrou a JOC – Juventude Operária Católica – foi um dos primeiros ativistas do PT, militou na resistência democrática e, anos depois, foi um dos fundadores da Força Sindical.
Conhecido por sua postura moderada e habilidade em negociar, Juruna vive a tensão que precede a eleição presidencial. Ele diz: “Estão em disputa dois projetos conflitantes. Lula defende um projeto de soberania nacional, de desenvolvimento e inclusão social. Flávio promete subordinar o Brasil aos interesses de Donald Trump e dos Estados Unidos”.
O dirigente apoia Lula e destaca no Presidente “sua disposição permanente de dialogar com todas as correntes políticas e construir soluções a partir do diálogo”. A Força Sindical também adota essa postura. Juruna afirma: “Nossa Central tem dirigentes em vários partidos e isso nos ajuda muito nas articulações no Congresso Nacional das matérias de interesse popular e da classe trabalhadora”.
Histórico – João Carlos Gonçalves sempre foi operário da indústria. Trabalhou em metalúrgica na Baixada Santista, depois, na Petrobras. Na Refinaria conseguiu três anos liberado pra viajar pelo país na condição de integrante da equipe nacional da JOC. Acabada essa fase, mudou-se pra São Paulo.
Trabalhou em fábricas na região de Santo Amaro – uma dessas empresas foi a Villares, na função de inspetor de qualidade, no começo dos anos 80. Lá, era membro da Cipa e integrou as comissões de salários. Terminado o mandato de cipeiro foi demitido.
Àquela época ele começou a participar mais ativamente da política, convivendo com ativistas do PCB – Partido Comunista Brasileiro. Juruna se aproximou do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, na diretoria de Joaquim dos Santos Andrade, de 1984 a 1987. Nesse período, houve um racha e Juruna, com outros companheiros, foi para a oposição, liderada pelo histórico Lúcio Bellantani.
Ficou fora do Sindicato, para onde retornou em 1991, na condição de assessor do então presidente Luiz Antônio Medeiros. Nesse período, em 1991, participou da fundação da Força Sindical. Permaneceu na diretoria, com Medeiros, até 1993. Sempre no Sindicato dos Metalúrgicos, assumiu em 1996 o cargo de secretário-geral.
Frente – No sindicalismo ou na política, João Carlos Gonçalves sempre procurou atuar de forma ampla. “Gosto da ideia de frente, seja numa entidade sindical, seja na atuação política”. Esse ecletismo fica claro no seu “santinho” pra eleição dia 4. Federal, o candidato do Solidariedade (Alexandre Pereira – 7777); estadual, o metalúrgico Rodrigo de Morais, Solidariedade (77998). Senado: Simone Tebet 400, PSB; Marina Lima, 180, Rede. Governador Haddad e Presidente é Lula, ambos 13.
Futuro – Caso Lula se reeleja, as perspectivas para o sindicalismo se abrem. Se Flávio vencer, Juruna vê a necessidade de buscar o mais amplo apoio pra defender direitos trabalhistas e também definir o modelo sindical futuro. “Sou contra a ideia do nós contra eles. Temos que ampliar a aliança, inclusive como já fizemos atuando com o deputado Paulinho”, afirma.
Programa – Para Juruna, questões paralelas como a polêmica criada em torno da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida, “acabam desviando da campanha o foco de programas e propostas de governo”. Questão fundamental, ele afirma, “é tornar vitorioso um projeto soberano, em que os próprios brasileiros definam os destinos do Brasil”.
MAIS – Site da Força Sindical e Rádio Peão









