Agência Sindical

Comunicação a serviço dos trabalhadores

Acesse o canal da Agência Sindical no YouTube

Avanço da direita é desafio para o sindicalismo

53Avaliar

Eusébio Pinto Neto. Presidente da Federação Nacional dos Frentistas e do Sinpospetro-RJ.

—:—
1×

Áudio ainda não gerado.

A exploração da força de trabalho no Brasil está profundamente arraigada e é um tema recorrente nos livros de história, abrangendo a colonização, o regime escravocrata e a industrialização. Nunca foi fácil para os trabalhadores brasileiros, mas com o avanço tecnológico e a reorientação para o investimento de capital, a batalha da classe trabalhadora se tornou ainda mais desafiadora.

Os ataques severos ao movimento sindical visam desarticular e desestabilizar as entidades de classe que representam os trabalhadores. Lamentavelmente, a direita conseguiu identificar nossas vulnerabilidades e fortalecer sua estratégia de exploração por meio do golpe de 2016. O fortalecimento do setor patronal e o enfraquecimento da nossa batalha por direitos e igualdade social foram concretizados com o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

É do conhecimento de todos que a força da classe trabalhadora está fundamentada na unidade. A união é o nosso instrumento de luta. Entretanto, o nosso egocentrismo e vaidade obstruem a formação dessa unidade essencial para confrontar o capital, que possui uma habilidade notável em explorar essa situação. Enquanto dilapidamos a nossa força, o capital avança o seu domínio ao empregar, demitir e patrocinar a direita pelo mundo.

O capital não facilita para ninguém, nem para os seus protegidos. É ilusório pensar que o capital irá conceder vantagens ao trabalhador na mesa de negociação. O movimento sindical deve desafiar e pressionar para avançar nas conquistas dos trabalhadores. As conquistas são alcançadas por meio de estratégias, estudo, técnicas de negociação e, acima de tudo, resistência.

O poder econômico só cede quando dói no bolso. Sem recursos para fazer greve, estamos nas mãos dos patrões. O sindicalismo se rendeu ao cansaço, perdeu seu glamour e deixou de ser atrativo para a classe trabalhadora. Há algum tempo em que venho afirmando que esse é o momento de reagir. Ou restabelecemos nossa dignidade e respeito, ou morremos de joelhos.

Como um autêntico baiano, que enfrentou os anos de chumbo, me nego a ceder. Fui moldado na batalha e nunca abandonarei meus princípios.

Eusébio Pinto Neto. Presidente da Federação Nacional dos Frentistas e do Sinpospetro-RJ.

O que você achou deste conteúdo?

Seja o primeiro a avaliar
Avalie este conteúdo de 1 a 5 estrelas

Preferências de privacidade

Recursos necessários mantêm o site e os serviços solicitados funcionando. Não utilizamos sua recusa para bloquear a leitura.

Necessários — sempre ativos
Segurança, autenticação e armazenamento desta escolha. Preferências de leitura e controle de avaliações são usados ao solicitar esses recursos.

Esta escolha vale por 180 dias. Altere ou revogue a qualquer momento neste painel.