Quarta (26), as seccionais paulistas das Centrais Sindicais realizam plenária preparatória para a etapa estadual da 2ª Conferência Nacional do Trabalho. Dieese e Diesat também participarão da reunião, que será no Sindicato dos Químicos de SP (Rua Tamandaré, 348, Liberdade).
Segundo Raimundo Suzart, presidente da CUT-SP, a reunião construirá uma pauta unitária. Ele diz: “Essa Conferência demonstra o compromisso do governo Lula em debater o mundo do trabalho. A redução da jornada e o fim da escala 6×1 serão prioridades sindicais”.
Histórico – A I Conferência Nacional do Trabalho aconteceu em 2012, no governo Dilma Rousseff. A segunda edição está prevista para março do ano que vem. Antes, entre 15 de setembro e 12 de dezembro, estão sendo realizadas etapas estaduais – a de SP acontecerá no dia 4 de dezembro, na Superintendência Regional do Trabalho (Avenida Prestes Maia, 733, Luz).
Assim como na primeira edição, a Conferência será tripartite e paritária, com representação equilibrada de trabalhadores, empregadores e governo, seguindo os princípios da Organização Internacional do Trabalho. As etapas estaduais têm como função apresentar propostas que serão discutidas e votadas na etapa nacional.
Raimundo Suzart prevê resistência do patronato a diversas demandas dos trabalhadores. Ele diz: “A falta de condições dignas de trabalho gera um movimento duplo. Há alta rotatividade tanto por parte dos trabalhadores, que não estão interessados nos salários oferecidos, quando do lado dos patrões, que preferem demitir a oferecer salários e benefícios justos”.
Saúde – A Conferência também será palco de discussões sobre a saúde mental dos trabalhadores. O sindicalista da CUT diz: “Na educação, por exemplo, há muitos afastamentos de professores. Eles trabalham com estrutura precária, em salas com 40 a 60 jovens, e ainda encaram o risco de perder o emprego. Da forma que está, não pode continuar”.
MAIS – Sites do Ministério do Trabalho e Emprego, CUT e demais Centrais.









