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sábado, 28/03/2026

China é colosso tecnológico-social, diz frentista

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Eusébio Luis Pinto Neto, presidente da Federação Nacional dos Frentistas, acaba de regressar da China. Ele esteve durante 10 dias no país, integrando a delegação de dirigentes sindicais brasileiros. O motivo principal da viagem foram as comemorações dos 100 anos da Federação Nacional dos Sindicatos da China (ACFTU).

À Agência, Sindical, ele conta o que viu:

Tecnologia – “A China é um colosso tecnológico. A tecnologia faz parte do dia a dia dos seus habitantes, seja no trabalho, no transporte público, na cultura ou no lazer”.

Parques – “Visitei a capital Pequim e mais cinco cidades. Também estive na zona rural. Nas cidades, chamam atenção a limpeza e a educação das pessoas. Pequim e as cidades maiores têm muitos parques arborizados e seguros, onde crianças, jovens e idosos praticam exercícios e desfrutam do lazer”.

Miséria – “Por todos os lugares onde estive não vi um único morador de rua ou pessoas pedindo esmola, como vi nos Estados Unidos e a gente vê aqui nas cidades brasileiras. A vida nas cidades chinesas é organizada e tudo segue um planejamento”.

Matas – “A China já foi um país muito poluído, até que iniciou o maior projeto de reflorestamento do mundo. A capital mesmo é toda arborizada, com ruas e avenidas largas. Por isso, Pequim é hoje uma das capitais menos poluídas do mundo”.

Construções – “A gente percebe que as construções não são feitas em qualquer terreno. Fica evidente que lá existe planejamento urbano. Você anda um quarteirão e logo em seguida topa com uma área verde”.


Cinturão verde – “Em torno das grandes cidades existem cinturões verde, para produzir e servir às populações urbanas ou para manter o equilíbrio ecológico”.

Rios – “Por ser uma potência industrial, a gente pensa que os rios são poluídos. E não são. Mesmo nas grandes cidades os rios são despoluídos e a água é limpa”.

Idosos – “O governo chinês tem muita preocupação com a saúde dos idosos. Por isso, estimula a prática do tai chi chuan e muita ginástica compatível com a idade”.

Jovens – “A gente vê muitos jovens pelas cidades, sempre em atividades, ligadas ao estudo ou às diversões”.

Futuro – “Muitas cidades parecem coisa de cinema. São futuristas. Numa delas, a delegação visitou uma shopping inteiro dedicado às invenções tecnológicas. A robótica e o uso da inteligência artificial são comuns na China. Em muitos lugares, os recepcionistas são robôs”.

Rural – “Acabou o tempo em que os lavradores chineses eram miseráveis e sem assistência. Hoje, a agricultura é mecanizada e produz muito, elevando o padrão de vida da população rural”.

Perfeição – “O transporte público é organizado e confortável. Tudo é muito bem cuidado, mostrando que lá eles procuram a perfeição nos mínimo detalhes”

Sociedade – “A China não é apenas um país diferente, com alto grau tecnológico. Lá, as pessoas são felizes, educadas, espontâneas e respeitadas. Me parece que eles estão construindo um novo modelo de sociedade e civilização”.

Liberdade – “Não percebi qualquer restrição às liberdades. O chinês vive tranquilo. As pessoas são alegres e me parece que esse é um padrão geral, em toda a sociedade”.

Tecnologia – “Visitamos o centro de operações do metrô. Visitamos uma fábrica de metrô e trens. Fomos a um shopping tecnológico, onde eles demonstram as novas tecnologias”.

Museus – A China cultua muito a história do povo e do país. Por isso, o número de museus é bem grande, com temas muito variados”.

Economia – “Tudo na China é pensado e feito dentro de planejamento. Não tem comparação com o que vemos no Brasil e em outros países do Ocidente. O governo é presente na vida nacional e das pessoas”.

Sindicatos – “Lá, os Sindicatos fazem parte do planejamento estratégico do governo. Os dirigentes ocupam cargos importantes dentro do Estado chinês. Ou seja, o sindicalismo não é apartado da vida econômica, política e social do país”.

Patrimônio – “As entidades sindicais chinesas possuem um grande patrimônio, como prédios, hotéis, bancos e resorts. Como se diz aqui: tudo coisa de primeiro mundo”.

Nação – “Vi um país movido pelo sentimento coletivo. Tudo o que fazem visa ao bem-estar da Nação. Nas cidades, todo chinês fala duas línguas ou mais”.

Empenho – “O povo chinês é focado no trabalho e em seus objetivos. Do faxineiro ao gerente, tudo é feito com muita dedicação”.

Mulher – “Na China, as mulheres têm relevância, presidem instituições, são muito instruídas. Ocupam posições de destaque dentro da máquina pública”.

Empresas – “Visitamos empresas com academia, escola, departamento de assistência psicológica, restaurante e praças de convivência pra todos os níveis de pessoas, desde quem faz o trabalho pesado até os administradores. O trabalho é muito valorizado pelo governo, porque eles são conscientes de que tudo é produzido pelos trabalhadores”.

Comunista – O governo é comunista, mas a economia é livre, embora seja planificada. A presença do Partido Comunista Chinês é efetiva no dia a dia dos cidadãos, sempre dentro da ideia de se buscar igualdade e reduzir as desigualdades sociais. Nas empresas, há sempre um Conselho do Partido.”

Alimentação – “O chinês é um povo saudável. Eles têm muito zelo com a comida, dosando bem o sal e o açúcar. Toda alimentação é acompanhada de sopas e caldos”.

Mercado – “A China, hoje, consome muito do que o Brasil produz, principalmente commodities como a carne, a soja e outros produtos da nossa agropecuária”

Nível – “Nas últimas décadas, o poder aquisitivo do povo vem subindo constantemente. Isso explica, de certa forma, porque o chinês viaja muito, lota restaurantes, movimenta o turismo interno, que é muito forte”.

Delegação – “Cada Central sindical enviou cinco representantes nessa viagem à China. Eu fui um dos representantes da Força Sindical. Nosso objetivo é ampliar as parcerias com a Federação de Trabalhadores da China, promover o intercâmbio cultural, aprender o mandarim e estreitar os laços entre duas grandes nações”.

O atual presidente da Federação chinesa é também o vice-presidente da República do país.

MAIS – Sites da Fenepospetro e das Centrais Sindicais.

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