
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) completou exatos 20 anos na segunda-feira. A entidade foi fundada em 26 de janeiro de 2006. As primeiras organizações sindicais a representarem os bancários no Brasil surgiram na década de 1930 e marcaram importantes lutas e conquistas para a categoria, como a jornada diária de 6 horas.
Nascimento – A história da Contraf-CUT, no entanto, vem de longa data e é fruto direto de outras entidades, DNB-CUT e CNB-CUT. O Departamento Nacional dos Bancários (DNB-CUT) surgiu em junho de 1985, logo após o fim do regime militar e já em um ambiente de redemocratização. Na ocasião de sua fundação, foi eleita uma comissão provisória com representantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Londrina. No mesmo ano, a entidade organizou a histórica greve nacional realizada nos dias 11 e 12 de setembro. A paralização mobilizou cerca de 500 mil bancários que lutavam por melhores salários e condições de trabalho. Conquistaram reajuste salarial de 90,78%. Foi a primeira greve nacional de trabalhadores após o período da ditadura.
Em 1992, o DNB transformava-se na Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT), mudança aprovada no 3º Congresso Nacional da catgeoria. Foi nesse ano que esses trabalhadores ganharam sua primeira Convenção Coletiva de Trabalho. A conquista, produto de muitas mobilizações e luta, garantiu pela primeira vez os mesmos direitos para bancários e bancárias em todo o território nacional.
Finalmente, em 2006, a CNB era substituída pela Contraf-CUT, referendada em assembleia realizada em Curitiba (PR). Mas somente em 2008 a entidade foi legalmente reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, quando passou a representar legitimamente todos os bancários do País e outros trabalhadores e trabalhadoras do ramo financeiro.
Conquistas – De lá para cá, as conquistas foram se acumulando. A Convenção Coletiva da categoria hoje traz diversos direitos que não estão contemplados na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT). Dentre eles, aumentos reais nos salários, valorização dos pisos, PLR, igualdade de oportunidades, combate ao assédio moral e sexual, capacitação de mulheres na área de tecnologia da informação e várias outras conquistas que inspiram outras categorias. Segundo cálculos do Dieese, cada 1% de ganho real que os Sindicatos negociam significa 200 mil novos empregos gerados e 0,15% de crescimento no PIB.
Em seu perfil no Instagram, a presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira Leite, parabenizou a categoria: “Hoje o dia é de celebração para todos nós que acreditamos na força da organização dos trabalhadores. São duas décadas sendo a voz do ramo financeiro e lutando por justiça e dignidade no trabalho. Orgulho de caminhar junto com essa confederação!”.
MAIS – Sites da Contraf-CUT, CUT e Sindicatos de Bancários.








