16.4 C
São Paulo
segunda-feira, 25/05/2026

Economista do Corecon-SP explica por que País cresce

Data:

Compartilhe:

Pedro Afonso Gomes preside o Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo – Corecon-SP. Atento aos movimentos da economia nacional, ele reafirma a consistência no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), crê na continuidade dessa performance e também aponta estabilidade na inflação.

O PIB brasileiro cresceu 0,8% no primeiro trimestre, “puxado por consumo e investimentos”, informa manchete da Folha de S.Paulo. Frente ao mesmo período de 2023, a alta acumulada no PIB foi de 2,5% em quatro trimestres. O primeiro trimestre, no geral, tem desempenho mais modesto, com risco de mais dispensas no emprego.

Confiança – Segundo Pedro Afonso, “o que faz uma economia crescer é a confiança”. Ele argumenta: “Confiança no ambiente econômico, nos agentes, em quem está tomando as decisões e também em que está investindo”. Essa confiança, segundo afirma, tem crescido.

Outro item que se destaca no cenário econômico nacional é o crescimento no consumo das famílias. Pedro Afonso Gomes tem uma explicação simples pra esse fato: “É o aumento nos empregos”.

Inflação – O presidente do Corecon-SP observa que ela está dentro da meta e deve se manter. Ele chama atenção pra um índice pouco citado, o IPP – Índice de Preços ao Produtor, do IBGE. Pedro Afonso diz: “Esse Índice dá uma antevisão da indústria, agro, dos serviços etc., sinalizando a inflação futura. E o IPP tem caído”. O custo de moradia também já se estabilizou.

Juros – Para o presidente do Corecon-SP, é preciso que a Selic baixe ainda mais, contrariando, inclusive, a orientação hoje dominante no Banco Central, que é independente.

Pedro Afonso Gomes nota que toda economia sofre influência de fatores imponderáveis e políticos, como reformas e votações. Ele, no entanto, observa que os investimentos têm crescido, inclusive com apoio do BNDEs, que faz aportes no setor produtivo. Ele informa: “O agro cresceu 5,6% neste primeiro trimestre, em relação ao final do ano”.

O economista defende a distribuição de renda na base – “pelo pagamento de benefícios previdenciários e outros”. Segundo ele, cada Real desses se transforma em outros cinco.

MAISCorecon-SP, Sindicato dos Economistas e BNDEs.

Conteúdo Relacionado

Comerciários de SP chega aos 85 anos

No dia 15 de maio de 1941 era reconhecido oficialmente o Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A entidade nascia da iniciativa de um...

Diap defende jornada de 40 horas já

Para Neuriberg Dias, diretor de Documentação do Diap, a redução da jornada e o fim da escala 6x1 têm respaldo social, histórico e econômico....

Ganhos salariais reais estão em alta

As negociações coletivas das categorias profissionais seguem mostrando ganhos reais para os trabalhadores. Segundo o boletim “De Olho nas Negociações” (edição 68ª), publicado pelo...

Vitória histórica para a classe trabalhadora

A Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal órgão judicial da ONU, sediada em Haia (Países Baixos), emitiu um parecer de importância histórica para o...

Ensino superior privado cogita greve

Segue a luta salarial dos professores e professoras do ensino superior privado paulista. Assembleia dia 14 decidiu manter o estado de greve e ampliar...