Patronal dificulta negociação no Ensino Superior

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Terminou sem avanços, dia 23, a nova rodada de negociação entre patronal e professores e pessoal administrativo do Ensino Superior, representados pela Federação dos Professores do Estado de SP – Fepesp, setor privado. Data-base é 1º de março.

As mantenedoras apresentaram proposta surreal para os trabalhadores, adverte Celso Napolitano, presidente da Federação e do SinproSP: “Não querem pagar o reajuste de 2022. A proposta é indecorosa”. Outro fator de indignação é a intenção das mantenedoras de aplicar só metade da inflação. “Ou seja, querem ficar com a metade do que nos é devido”, ele critica.

O patronal ignora sentença do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP), obtida a partir de dissídio de greve instaurado pelos Sindicatos. em 2022. O Tribunal sentenciou reajuste salarial de 10,78%, retroativo à data-base da categoria. As mantenedoras recorreram ao STF, que suspendeu a decisão.

A proposta patronal, apresentada dia 23, foi recusada pela Comissão de Negociação. Celso Napolitano afirma: “Queremos que reconheçam a sentença do TRT e paguem o devido, conforme decidido no julgamento do dissídio de greve que fixou reajuste de 10,78%, retroativo à data base de 1º de março de 2022”. E completa: “Defendemos o que foi deliberado nas assembleias, inclusive novas cláusulas relacionadas a condições de trabalho afetadas pela aplicação de disciplinas à distância”.

Nova rodada de negociação está marcada para a próxima sexta-feira, dia 31. Segundo Napolitano, a categoria não descarta paralisação.

Mais – Acesse o site da Fepesp e do SinproSP.

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