Foi um ano de avanços, avalia Miguel Torres

0
20

O sindicalismo faz um balanço positivo de 2025. O metalúrgico Miguel Torres, presidente da Força Sindical, vai nessa linha. Ele destaca a unidade sindical como fator decisivo para as conquistas. “Mantivemos a unidade das Centrais e do movimento sindical, e isso nos deu força em muitas reivindicações e negociações”, afirma.

É o caso da decisão do presidente Lula de isentar do Imposto de Renda salários até R$ 5 mil e conceder descontos nas faixas até R$ 7.350,00. “Era um item central da Pauta Unitária da Classe Trabalhadora, aprovada na Conclat em 2022. Mas há outras demandas pendentes”, diz Miguel.

O sindicalista também ressalta o êxito da resistência democrática “ante ataques constantes dos setores direitistas”. Essa resistência, com unidade, em sua opinião, cria condições para o movimento buscar novas conquistas em 2026. “Já marcamos nova Marcha a Brasília para o mês de abril”, ele anuncia.

A Marcha é um momento em que as entidades empunham suas bandeiras e reafirmam itens da Pauta Unitária. O presidente da Força Sindical destaca: “Certamente, um dos pontos fortes será o fim da escala 6×1, com redução da jornada de trabalho”. O sindicalismo também buscará isenção do IR para os valores da PLR – Participação nos Lucros e/ou Resultados.

Quanto ao ambiente econômico, Miguel Torres considera o ano de 2025 vitorioso. Ele comenta: “O Brasil cresceu, os empregos aumentaram, tivemos aumentos reais e o tarifaço de Trump acabou tendo pouco efeito em nossa economia. No chão de fábrica, o trabalhador passou a olhar com mais simpatia para os Sindicatos. Tanto assim que a sindicalização aumentou”.

Juros – Para Miguel Torres, um dos desafios do ano que vem será baixar a Taxa Selic, hoje em 15%. Miguel diz: “O Brasil cresceu apesar dessa Selic absurda. Asseguro que se os juros fossem mais compatíveis com a realidade teríamos crescido muito mais”.

MAIS – Site da Força Sindical – (11) 3348.9003.