Líder bancária exalta cultura da paz

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Passo concreto para uma cultura de paz e contra o feminicídio. Assim é avaliada a iniciativa do Presidente Lula, ao lançar, nesta quarta (4), o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Lançamento teve participação dos Poderes Legislativo e Judiciário, fato citado por Lula como demonstração de um esforço nacional.

O sindicalismo também participou e Lula chamou atenção para a importância do tema ao afirmar: “Estamos dizendo aqui para o movimento sindical que esse é um tema de porta de fábrica, de assembleia com os trabalhadores”.

Na categoria dos bancários essa discussão já obteve avanços concretos. A Agência Sindical ouviu Juvândia Moreira, presidente da Confederação Nacional – Contraf/CUT, que representa trabalhadores do ramo financeiro. Para a dirigente, “o fato de Lula estimular esse debate deve motivar os homens a abraçar também essa causa, levando para as pautas e mesas de negociação com os patrões a urgência por medidas de proteção às mulheres e punição aos agressores”.

Os bancários, informa Juvândia, já dispõem de garantias à trabalhadora na Convenção Coletiva. A Contraf também mantém no ar o Canal “Basta de Violência!”. Ela diz: “Nossa Convenção Coletiva de Trabalho contempla um Programa de Atendimento às Bancárias Vítimas de Violência Doméstica”. Segundo a presidente da Contraf-CUT, os próprios bancos já começam a investir nessa formação, a fim de atender às bancárias e estimular a convivência pacífica.

No Brasil, quatro mulheres são assassinadas por dia. E a Justiça já expediu 336 mandados de prisão para agressores ou suspeitos do crime de feminicídio (Lei 13.104/2015).
Para Juvândia Moreira, a cultura da paz, especialmente no que diz respeito a combater a violência contra a mulher, “deve ser tema constante das ações sindicais, debatido no âmbito das Cipaas e também das Sipats, incluindo atendimento psicológico e orientação jurídica”.

A dirigente descreve o sentimento feminino dominante: “Nós, mulheres, saímos de casa com medo de assalto, violência ou mesmo de estupro”.

Denúncia – Em âmbito nacional, basta ligar para o 180. Na cidade de São Paulo é o numero 156.

MAISContraf/CUT.