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sábado, 17/01/2026

Livro faz narrativa sobre o desemprego

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No mercado de trabalho do jornalismo, se você falar em Luís Alberto Alves, poucos saberão de quem se trata. Mas se disser Caju, aí, sim, muita gente o conhece ou já trabalhou com ele.

Trabalhou… porque de alguns anos para cá o jornalista está desempregado e enfrenta todas as agruras do desemprego. Ou seja, perda de renda, isolamento, abalo emocional, frustrações, sensação de impotência ante a realidade e outros sentimentos.

LIVRO – Passado o abalo dos primeiros meses, em novembro de 2021 Caju começou a escrever textos esparsos em seu micro, que depois se juntaram e resultaram no livro “O flagelo do desemprego”, com 47 capítulos sintéticos, o último deles “Vergonha”.

Quarta, dia 14, Caju falou com a Agência Sindical. “No começo, escrevi pra me ocupar e também a fim de registrar minha experiência. Não pensava escrever um livro. Mas o conteúdo era interessante e publicar o ‘Flagelo’ foi decorrência”, conta.

Nas andanças em busca de vaga, o profissional aponta uma contradição. Ele diz: “Como já trabalhei em muitos veículos e tenho vasta experiência, em amplos setores, isso acabou por dificultar minha contratação”. Segundo Caju, é o mesmo que a pessoa dizer: “Ah. Esse aí tem muita experiência. Precisamos de alguém sem tanto preparo”.

O desemprego de jornalistas ou profissionais com formação superior pode parecer fato isolado, mas não é: médicos, engenheiros, professores, publicitários, arquitetos, advogados – muitos trabalhadores de classe média também vivem o flagelo que Caju aponta em seu livro. A obra é prefaciada por Vítor Nuzzi, jornalista, escritor e repórter da Rede Brasil Atual.

LEITURA – Escrito em capítulos temáticos e curtos, ironicamente, “O flagelo do desemprego”, é uma leitura agradável, mas que ensina. Parágrafos curtos, frases sintéticas. Mas o “abismo” do desemprego é profundo, alerta o autor.

SOBREVIVÊNCIA – Nos últimos meses, Luís Alberto Alves tem vivido de pequenos trabalhos (frilas, na linguagem dos jornalistas) e da venda do seu livro pelo site da Amazon ou diretamente com o autor. Caju calcula já ter vendido cerca de 350 exemplares.

CONTATOS –
Pelo WhatsApp 11- 95691.4434.

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