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Manchete e editorial

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luta

João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical entidades de trabalhadores – e-mail: joguvane@uol.com.br

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O Globo de domingo (1º/9) deu capa com manchete denunciando que “O Brasil já tem 153 patrões investigados por coação eleitoral”. E, em matéria de página inteira, de Renata Agostini, detalhou inúmeros e escandalosos casos de coação eleitoral patronal já processados pela Justiça Eleitoral e fez um alerta para evitá-los nas campanhas eleitorais em curso.

As Centrais Sindicais e o Ministério Público do Trabalho iniciaram dia 3 de setembro campanha contra o assédio eleitoral nas relações do trabalho e lançaram no evento um canal exclusivo pra receber denúncias de assédio eleitoral no local de trabalho – centraissindicais.org.br/ae

A manchete e a reportagem do Globo dão substância à campanha, demonstrando sua pertinência.

Ao participar do processo eleitoral os dirigentes e ativistas sindicais devem estar atentos aos procedimentos criminosos, denunciando as ocorrências e contribuindo para evitá-las, junto com os trabalhadores agredidos.

No sábado (31/8) a Folha, no último dia de seu formato impresso padrão, publicou um escandaloso editorial, raivoso e destituído de fundamento, em que criticava a ajuda do governo aos Sindicatos como “compensação pelo fim do imposto sindical que o governo Lula não conseguiu restaurar” porque “passarão a contar com uma nova fonte de recurso”.

Referia-se à importante decisão do Codefat que ampliou a participação no Sine das entidades sindicais em um projeto-piloto de dois anos, a partir de 2025.

A fúria dos adversários do movimento sindical contra a decisão quase unânime (representantes patronais, dos trabalhadores e do governo, com apenas um voto contra, do secretário do Trabalho do Ceará) corporificou-se, além do editorial e de matérias esparsas em outros veículos, em um projeto de decreto legislativo do deputado Kim Kataguiri (União-SP) para sustar a resolução do Codefat.

O movimento sindical, que já publicou inúmeras explicações colocando as coisas em seu devido lugar, desmentindo as alegações infundadas e combatendo o projeto do deputado, deverá agora, desde já, apresentar seus projetos de cumprimento da resolução naquelas entidades capacitadas a fazer deles uma ajuda à aproximação com os trabalhadores que procuram emprego e qualificação, principalmente os jovens.

João Guilherme Vargas Netto, Membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores.

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